Um ano de transplantes e de sucesso
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
O dia de ontem foi de festa para a equipe da Unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital Universitário (HU) de Londrina. Em comemoração ao primeiro ano de funcionamento, foi apresentado um balanço das atividades. Diversos pacientes que fizeram o transplante também participaram dando seu depoimento.
A unidade entrou em funcionamento em agosto de 2010 e em setembro foi realizado o primeiro transplante de medula. Ao todo, 19 pacientes, de Londrina e região, realizaram o procedimento na TMO e seis ainda estão em tratamento.
O número de transplantes é praticamente o dobro do exigido pelo Ministério da Saúde, que é de 10 durante o primeiro ano. ''Depois de dois anos fazendo transplantes autólogos, isto é, com a medula do próprio paciente, eles fazem nova avaliação para liberar que outros transplantes sejam feitos'', explica a coordenadora da Central Regional de Transplantes de Londrina, Ogle Beatriz Bacchi.
Ela considera um ganho Londrina dispor desse tipo de tratamento, já que por ser um procedimento com recuperação lenta, é melhor fazer o transplante próximo de casa. Além disso, o paciente também não precisa mais ficar em filas para ser tratado.
A coordenadora do TMO, Letícia Gordan Martins, explicou que nem todos os pacientes podem fazer o transplante autólogo, apenas aqueles com mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de leucemia. ''Retiramos tira a medula do paciente, congelamos e depois da quimioterapia devolvemos.''
Para que ocorra o transplante alogênico - com medula de doares, Letícia avalia que talvez seja necessário ampliar o setor de internamento. ''A equipe já está preparada, precisamos estruturar o apoio - Hemocentro, laboratório. Mas isso é uma coisa que vai acontecer, deve começar dentro de dois anos, vamos ajudar mais pessoas, a demanda foi grande, toda a região foi beneficiada'', pontua. O valor do transplante é subsediado pelo Ministério da Saúde. O autólogo custa R$ 24 mil e o alogênico R$ 50 mil.
Neste primeiro ano também foi colhida a medula de uma doadora que beneficiou um paciente dos Estados Unidos. ''Pude ajudar a salvar uma vida, é uma sensação maravilhosa porque você está doando um pedacinho seu, eu fui compatível e aquilo pode dar esperança de salvar a vida dessa pessoa'', afirma Andrea Cristina Faria dos Santos.
Ela lembra da importância de fazer o cadastro com responsabilidade. ''Quando se faz é um mero espectador para doar. Eu fui chamada depois de dois anos. Tem que ser com responsabilidade porque quando eles te chamam você não pode dizer não'', finaliza.


