Um ano de Escola Aberta
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Único colégio londrinense a se inscrever no programa Escola Aberta, do governo estadual, a Escola Estadual Ana Molina Garcia, da Vila Ricardo, Zona Lest, há um ano abre as portas para alunos e comunidade, aos fins de semana, para realizar oficinas de arte, esporte e geração de renda. Ontem, em ritmo de férias, os oficineiros ministraram a última aula de 2009.
Conforme o diretor auxiliar, Jorgisnei Ferreira de Rezende, o colégio oferece nove oficinas, entre dança do ventre, teatro, capoeira, artesanato, violão, macramê, hip hop, grafite e futsal, das quais participaram 175 integrantes no primeiro semestre e 115 no segundo. Ele citou que o Estado deve liberar mais R$ 20 mil em recursos para a escola retomar o programa em 2010.
''Entendemos que é um processo, e um aluno aproveita mais que o outro, mas enquanto a escola tiver condições vai oferecer as oficinas. Para mim, este é o verdadeiro papel da escola'', opinou Rezende, comentando que apesar da suspensão das aulas devido à gripe suína e da reposição de aulas aos sábados, o resultado deste primeiro ano de atividades é positivo.
''O programa chamou a atenção para o colégio de forma positiva, quebrando o estigma da violência. Além de oportunizar a geração de renda para as famílias, professores manifestaram mudanças positivas no comportamento dos alunos em sala'', declarou o diretor, reforçando que o projeto trabalha valores. ''Alguns precisam de um tempo a mais para comparar se é melhor ficar na rua ou participar de uma oficina.''.
Segundo Rezende, os temas das oficinas foram escolhidos com base nas demandas da comunidade, e os oficineiros são os próprios moradores. ''Cerca de 60% do recurso do Estado paga a ajuda de custo aos oficineiros; 40% é destinado à compra dos materiais para as aulas'', disse o diretor, explicando que o programa é anual e o repasse de recursos é feito a partir da apresentação de um projeto metodológico. No Paraná, além da Região Metropolitana de Curitiba, apenas Londrina e Apucarana inscreveram escolas no projeto.
Diego, 17 anos, conta que antes de ser convidado a dar aulas de hip hop pelo Escola Aberta, treinava na rua, com outros seis amigos. Para ele, o programa é uma oportunidade de tirar a molecada da rua. ''É meio complicado ensinar, alguns só querem mesmo é brincar, mas a escola faz toda a diferença na vida de um indivíduo'', argumentou.
A dona de casa Alzira Melo, 53, descobriu as oficinas de biscuit do Programa Escola Aberta por acaso e há cerca de um mês resolveu participar. Todo sábado de manhã, ela se desloca do Jardim Interlagos até a Vila Ricardo para aprender mais sobre a técnica. ''Sabia o básico, mas estou aprendendo mesmo é aqui'', disse Alzira, para quem o programa ''é ótimo para expor o bom trabalho feito pela escola''.


