Enquanto os antigos acordos ainda nem sairam do papel, Município, Ministério Público (MP) e Sanepar já arrastam mais uma discussão sobre medidas compensatórias para crimes ambientais cometidos pela companhia entre novembro de 2002 até junho deste ano. Segundo o secretário do Meio Ambiente, Dirceu Fumagalli, esse novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) seria referente a seis autuações feitas contra a Sanepar, por crimes como o extravasamento da rede de esgoto nos córregos São Lourenço e Água Fresca. A somatória das multas corresponde a R$ 800 mil.
O novo termo começou a ser delineado em abril deste ano, quando foi montado um grupo de trabalho envolvendo diversos órgãos municipais e estaduais. Após avaliar os principais problemas relacionando o sistema de água e esgoto de Londrina e o meio ambiente, o grupo pontuou dezenas de medidas a serem tomadas pela Sanepar, em parceria com outros órgãos.
Segundo a secretária-executiva do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consema), Maria Zanatta, o relatório final, fechado em julho, enumera uma série de propostas para melhoria na rede de água e esgoto. ''Definimos também medidas mitigadoras e compensatórias, como a aquisição de um equipamento para drenagem de rios no norte do Paraná e um plano de recuperação da Bacia do Ribeirão Cambezinho'', disse.
Apesar do relatório já estar pronto, o fechamento do TAC não tem avançado. Fumagalli afirmou que uma nova reunião está marcada para a próxima terça-feira. ''Tivemos que reiniciar as discussões após a troca na promotoria do Meio Ambiente'', justificou. O promotor Eduardo Matni diz que a complexidade do tema justifica a morosidade no fechamento do acordo. ''São muitos detalhes técnicos, essa demora é normal''.
O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, garante que a companhia tem pressa em assinar o acordo, e questiona o andamento das discussões. ''A comissão (formada para definir o TAC) deu uma parada nos trabalhos, mas nós até gostaríamos de apressar a discussão'', observou. Segundo ele, para a empresa esse acordo é interessante, ''porque permite aplicar recursos direto no meio ambiente, onde é necessário mesmo''.
Matni explicou que, caso se decida pela municipalização do serviço de água e esgoto em Londrina, o Município terá que assumir o passivo ambiental da Sanepar.

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