Marcelo AlmeidaDefesaBoroni: ‘‘Assisti ao interrogatório e vi que o que ficou registrado não reproduziu exatamente o que elas disseram’’A última testemunha do Caso Evandro a ser ouvida no Fórum de São José dos Pinhais, o advogado Sílvio Boroni, disse ontem que o interrogatório de Celina e Beatriz Abagge foi transcrito na época de maneira ‘‘lacônica’’ pelo escrivão e não reproduziu a verdade do fato. ‘‘Eu assisti ao interrogatório e vi que o que ficou registrado não reproduziu exatamente o que elas disseram’’, afirmou.
Na época, Boroni era assessor jurídico da Prefeitura de Guaratuba e foi chamado pelo então prefeito Aldo Abagge para acompanhar Celina e Beatriz até o Fórum de Guaratuba. Ele presenciou o momento em que policiais militares entraram na casa da família para realizar a prisão de mãe e filha. ‘‘Eles estavam fortemente armados e o clima era de muita tensão’’, afirmou. Boroni disse também que nenhum dos policiais sabia informar onde estava o mandado de prisão.
O advogado havia sido arrolado como testemunha da defesa, mas antes do início do seu interrogatório ele pediu permissão à juíza para ser apenas um informante. Boroni alegou que preferia depor na condição de informante porque na época fez a defesa das rés. (C.P.)

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