Última sessão aprova R$ 1,2 bi para 97
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sexta-feira, 13 de dezembro de 1996
Ana Cristina Pereira<br> Da Sucursal 
A Câmara Municipal aprovou ontem em segunda discussão orçamento de R$ 1,220 bilhão para Curitiba em 1997. A suplementação limite de 20% da verba foi mantida. Também foram aprovadas 14 das 116 emendas apresentadas pelos vereadores.
O orçamento de 1997 teve um acréscimo de R$ 260 milhões. Em 1996, foram aprovados R$ 960 milhões. O líder do governo na Câmara e membro da Comissão de Economia, vereador Julio Ando, disse que o aumento era previsto. O acréscimo no valor do orçamento é natural, já que houve uma evolução na administração municipal, afirmou.
Segundo ele, o orçamento será suficiente para a execução dos projetos no primeiro ano de mandato de Cássio Taniguchi. O vereador diz que tanto o orçamento quanto as emendas foram negociadas em reunião entre as lideranças dos partidos e os assessores técnicos do atual prefeito.
Ando afirma que foram aprovadas apenas as emendas mais importantes, como as de incentivo ao esporte amador e apoio ao deficiente físico, com construção de escolas especiais. Os Siates receberão R$ 150 mil.
O vereador Natálio Stica (PT) criticou as emendas aprovadas. Além de serem poucas, não refletem a verdadeira necessidade da população. Segundo ele, foram rejeitadas emendas para as áreas mais pobres e carentes.
A segunda discussão do orçamento foi tranquila ao contrário da primeira, na noite de anteontem, que foi tumultuada. Dois assessores do PT foram impedidos de filmar a sessão por causa da irritação de um dos vereadores.
Separação A sessão de ontem foi a última deste ano na Câmara. Os vereadores voltam ao trabalho dia 15 de fevereiro. Os vereadores que não se reelegeram não conseguiram esconder o ar de tristeza na sessão de ontem. É a dor de uma separação, sintetizou o vereador Paulo Salamuni (PMDB), que cumpriu dois mandatos consecutivos.
A vereadora Rosa Maria Chiamulera (PDT), vereadora por três madatos consecutivos, tem esperança de voltar. Não acredito que vou deixar a casa. Sou segunda suplente e posso voltar a ser vereadora.
Para Paulo Azzolini, que ocupou o cargo de vereador durante dois anos, a experiência foi gratificante. Deixo muitos amigos na casa, afirmou.


