Última opção da administradora
A administradora de empresas Kátia Galvão namorou cinco anos e casou-se aos 27. Seu casamento durou sete anos. Após a separação ela esperou outros três anos para entrar com o processo e em um ano obteve a declaração de nulidade. ''Essa história, que durou 16 anos, me fez entender quem sou e hoje vejo que sou mais feliz que antes. Hoje eu me sinto livre, porque a Igreja me declarou livre'', afirma.
Para Kátia, que participa do movimento carismático católico há 28 anos, a nulidade de seu casamento foi a última opção que buscou. ''Eu acreditei que era possível a reconciliação, mas quando senti que já havia feito tudo e senti os sinais de Deus de que devia buscar a nulidade, eu o fiz, porque não queria a responsabilidade espiritual de um casamento com alguém que não comungava da mesma visão que eu'', explica.
Os motivos da nulidade do casamento de Kátia Galvão foram a não responsabilidade do cônjuge na educação dos filhos e a mudança de personalidade. ''Na época da separação minha filha tinha cinco anos e meu filho oito meses. Eu busquei forças na Eucaristia para que pudesse ter coragem de enfrentar tudo o que devia passar''.
Hoje, a administradora participa da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Catedral de Londrina, e ajuda na orientação de casais em crise. ''Em primeiro lugar, digo que lutem pelo casamento, pois acredito no sacramento do matrimônio, na família. Mas se não é mais possível, encaminho para o processo de nulidade, que muitos não conhecem ainda'', afirma. (B.M.)





