Os moradores vizinhos das invasões do Conjunto Vivi Xavier, que teve alguns terrenos ocupados na semana passada, ostentam graus diferenciados de preocupação ante a possibilidade de desvalorização imobiliária. Há quem acredite, como o aposentado Milton Maciel da Rocha, que as soluções para um eventual problema dependerão das famílias invasoras.
''Acho que se eles construírem casas com madeira e lona vai ficar feio, aí desvaloriza as residências em volta. Há uns três anos, já aconteceram invasões aqui perto e eu recomendei que as famílias fizessem tudo com tijolos, certinho. Olha as casas bonitas que fizeram'', disse ele à Folha, apontando para a rua. ''Essa é a solução''.
A dona de casa Expedita Sousa Silva, que está vendendo sua residência para se mudar para mais perto da casa da sogra, acha que a invasão não trará problemas. ''Conheço o pessoal que fica aí, sei que não vão fazer casas ruins'', acredita ela.
Por outro lado, alguns moradores têm receio, como a também dona de casa Lurdes Moraes. Ela teme que a região se torne crítica, já que, além das invasões da semana passada, o bairro tem ao fundo a Favela Marieta. ''Fico com medo de deixar a casa sozinha. Acredito que vai ficar mais difícil de vender imóvel, porque quem vier comprar já vai ver duas invasões. O meu marido mesmo já falou que quer ir embora daqui, tem medo que a casa desvalorize demais'', conta Lurdes. A Procuradoria do município deve requerer até o final da semana reintegração de posse das áreas invadidas no Vivi.

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