A União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) está alertando a categoria para uma associação, a Juventude Brasil, que está emitindo a carteirinha de estudante sem ser legalizada para oferecer este serviço. O Procon confirma que o documento pode ser emitido só por entidades estudantis.
De acordo com o presidente da Ules, Rafael Augusto Silva, a preocupação é que o estudante seja lesado, pagando por uma carteira que não dá o desconto de 50% em cinemas, teatros, shows e outros eventos. ‘‘Legalmente a carteirinha não tem validade, já que não foi emitida por uma entidade de caráter estudantil.’’ O que estaria atraindo um grande número de estudantes para a Juventude Brasil, segundo ele, é o preço de R$ 1,00 pela carteira, enquanto na Ules o documento custa R$ 5,00.
Segundo o coordenador-geral do Procon, Tito do Valle, uma medida provisória (2.208, de agosto de 2001) acabou com o monopólio na expedição da carteira, que era das entidades representativas de estudantes. Mas esclareceu que não é qualquer associação juvenil que pode emitir o documento. ‘‘A medida provisória resguardou o direito de emissão das carteiras apenas às entidades estudantis – colégios, grêmios, centros acadêmicos ou representação estudantil organizada, como a Ules, Upes, UNE e DCE.’’
De acordo com Valle, a associação Juventude Brasil tem caráter juvenil. Ele disse ainda que se algum estudante for lesado deve protocolar denúncia no Procon.
Para o vereador Henrique Barros (PDT), membro do conselho fiscal da associação, a Ules ‘‘está querendo criar impasse porque acabou a sua fonte de renda’’. ‘‘A associação tem caráter juvenil e estudantil e está trabalhando dentro da legalidade da medida provisória.’’ De acordo com o presidente da entidade, Ederson Romã, este ano já foram expedidas 1.768 carteiras e nenhum estudante foi lesado.

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