UFPR tenta conter ação de vândalos
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segunda-feira, 22 de setembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Albari RosaRotinaFachada do prédio, que está sendo reformado, foi danificada várias vezesOito câmeras de vídeo poderão ser instaladas no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, para identificar pichadores e vândalos. A nova pintura do prédio ainda está em fase de acabamento e já foi danificada diversas vezes. A fachada da frente já recebeu pichações, a dos fundos (na Rua Presidente Faria) teve as paredes carimbadas e a da Rua XV de Novembro foi marcada por solados de sapato.
As câmeras ficariam ligadas 24 horas por dia e posicionadas nos quatro cantos do prédio. A universidade teria que investir cerca de R$ 100 mil para a instalação do sistema. O projeto ainda está sendo avaliado antes da busca de financiamento.
Albari RosaImpunidadeImpunidade faz com que pichadores atuem seguidamente no mesmo local
A UFPR também pediu o apoio da Polícia Militar, que já está fazendo rondas na região. Apesar das dificuldades financeiras, a universidade também estuda a hipótese de contratar mais vigilantes para o prédio. Fazer vigilância externa 24 horas por dia é quase impossível, mas estamos avaliando para ver se sairia mais barato que utilizar as câmeras, comenta o pró-reitor de Administração, José Roberto Cavazzani.
Para a reforma externa e interna do prédio, estão sendo aplicados cerca de R$ 1,3 milhão. É preciso conscientizar a comunidade interna e externa que a universidade é um patrimônio público e que o dinheiro aplicado na reforma é da própria sociedade, diz o pró-reitor de Administração.
Ele observa que a pichação e o vandalismo são crimes previstos em lei federal e as câmeras de vídeo poderão auxiliar a identificar os autores.
O término da reforma na parte externa está previsto para o dia 15 de outubro, mas poderá atrasar com a repintura das áreas pichados. A inauguração do prédio restaurado deve acontecer no dia 19 de dezembro - aniversário de fundação da primeira sede da UFPR, construída na Praça Santos Andrade em 1912.
Além da pintura, a reforma prevê a criação de um centro cultural no interior do prédio, com a instalação de livraria, galeria de arte, CDteca (biblioteca informatizada) e até um piano-bar. Também serão criadas salas específicas para cursos de extensão na área artística (música, teatro, orquestra, coral). Futuramente, os cursos de graduação devem ser transferidos - como já ocorreu com Odontologia, que passou para um novo prédio no bairro Jardim Botânico.


