UFPR simula incêndio no prédio central
Eleito há poucos dias como símbolo de Curitiba, o edifício histórico da Universidade tem graves problemas de segurança contra fogo
Maigue Gueths
Quem andou ontem pela manhã pelas ruas ao lado do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, levou um susto ao se deparar com o movimento dos bombeiros, que trabalhavam no salvamento de vítimas, no resgate de pessoas e se empenhavam em apagar o incêndio, seguido de uma explosão, que acontecia no prédio eleito símbolo de Curitiba recentemente. Todo este aparato, na verdade, não passou de um treinamento, simulando incêndio, evacuação do prédio e atendimento às vítimas para capacitar os funcionários a agir em caso de um incêndio de verdade.
Durante uma semana, professores, estudantes e servidores participaram de palestras e de aulas práticas, aprendendo desde como usar um extintor, às técnicas de evacuação e atendimento de emergência aos feridos e, ainda, como combater o fogo o mais rápido possível. Foram treinados um total de 29 funcionários de oito prédios da Universidade. O encerramento do programa aconteceu ontem com a simulação, que envolveu 95 homens do Corpo de Bombeiros e nove viaturas.
Segundo o pró-reitor de Administração, Flávio Zanetti, o treino priorizou as pessoas que permanecem mais tempo nos ambientes, dando-lhes conhecimentos preventivos contra o incêndio. ‘‘Com a comunidade consciente e as equipes de segurança, se tínhamos antes um risco de 50% de incêndio, hoje este risco caiu para 10%’’.
Laudo do Corpo de Bombeiros, entretanto, ainda aponta falta de segurança e várias falhas no prédio histórico da UFPR. Segundo o pró-reitor, nesta gestão a UFPR já gastou cerca de R$ 30 mil para melhorar o sistema de segurança do prédio, com a troca da rede elétrica, obras para melhorar a circulação e compra de extintores. Ele ainda calcula a necessidade de investir mais cerca de R$ 15 mil para deixar a segurança completa.
Incêndios - O prédio da Santos Andrade da UFPR, construído em 1913, já sofreu três incêndios em sua história. O de maiores proporções aconteceu em 1993, quando as instalações e laboratórios do curso de Odontologia foram completamente destruídos. Também o curso de Direito teve parte da biblioteca queimada. No ano passado, a explosão de um aquecedor provocou um princípio de incêndio, atingindo a agência experimental de Turismo.
‘‘ Os sinistros foram causados por problemas que poderiam ter sido contornados imediatamente, se os professores e funcionários soubessem como agir numa situação dessas’’, explica Flávio Zanette.

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