UFPR se mobiliza para manter sistema de cotas
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quinta-feira, 09 de dezembro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Enquanto a chefe da Procuradoria Jurídica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dora Lúcia Bertúlio, viajava ontem para Porto Alegre para protocolar recurso no Tribunal Regional Federal da 4 região contra a proibição das cotas no vestibular, o reitor da Universidade, Carlos Augusto Moreira Júnior, tentava em Brasília o apoio do governo federal para a questão, durante audiência que teria com o secretário do Ministério da Educação, Fernando Haddad.
Uma decisão do juiz federal substituto Mauro Spalding, da 7 Vara Federal de Curitiba, suspendeu na última segunda-feira a oferta de 20% das vagas do vestibular da UFPR para afro-descendentes e de 20% para alunos provenientes de escolas públicas. Das 4.144 vagas ofertadas, 1.662 iriam para os cotistas.
A liminar concedida por Spalding foi baseada em uma ação proposta pelo Ministério Público Federal e também vale para a seleção de alunos para a escola técnica da UFPR. O juiz determinou que a Universidade publique lista geral de classificação para todas as vagas ofertadas sem qualquer distinção de raça ou origem da formação educacional dos candidatos.
Segundo a decisão de Spalding, a cota fere ''o princípio constitucional da isonomia, além de reforçar práticas sociais discriminatórias. O teste de aptidão intelectual para ingresso na Universidade deve ser o único critério adotado no processo de seleção, alegou o juiz. A decisão não altera em nada as provas que serão realizadas nos próximos dias 19 e 20, mas somente na publicação do resultado final.


