Uma engenheira da Nasa estará visitando hoje a Universidade Federal do Paraná. Valerie Cassanto fará palestra às 14h30 aos pesquisadores e estudantes da UFPR, com a proposta de incentivar a participação do Paraná nas pesquisas espaciais. A idéia é apresentar projetos científicos e mostrar como a universidade pode participar dos experimentos em ambiente de microgravidade nos foguetes brasileiros, no Space Shuttle, na estação ISS e na estação MIR.
Três experimentos científicos brasileiros voaram no foguete STS-95 em 29 de outubro do ano passado, da Universidade do Vale da Paraíba (Univap), Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e Universidade de São Paulo (USP). Ainda este mês, outros três experimentos de universidades brasileiras serão embarcados no foguete brasileiro VS-30, do Centro de Lançamento de Alcântara (Maranhão).
Segundo Diomar Cesar Lobão, do Instituto de Aeronáutica e Espaço, de São José dos Campos (SP), a Agência Espacial Brasileira (AEB) possui um subprograma Microgravidade para financiar e coordenar projetos de pesquisa e desenvolvimento nas universidades, com interesse científico, tecnológico e comercial. As condições de microgravidade são consideradas úteis para o desenvolvimento da biotecnologia e ciência de materiais, lançamento de foguetes suborbitais e vôos tripulados.
O Projeto Planárias da Univap tem como objetivo investigar se a regeneração de células é acelerada ou retardada em ambiente de microgravidade, assim como descobrir os motivos destas alterações. Os cientistas estudam lesmas enviadas para o espaço e as comparam com outras observadas em ambiente terrestre.
A FEI estuda os fenômenos relacionados com a alteração da eficiência da enzima como catalisador. Os processos biotecnológicos são importantes na produção de proteínas, enzimas, hormônios e vacinas, úteis para as indústrias química, farmacêutica, alimentícia e cosmética.
A USP está analisando a influência da microgravidade nos cristais do açúcar. O objetivo é comprovar que os cristais de sucrose gerados em condições de microgravidade são diferentes daqueles produzidos na gravidade terrestre. A absorção fisiológica dos cristais é mais fácil, mas eles são difíceis de serem produzidos nas condições normais de gravidade da Terra. A idéia é preparar matrizes no espaço para utilizar na indústria de alimentos.

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