UFPR quer parceria para pesquisa
A parceria com o setor produtivo pode ser uma das saídas para se dobrar ou até triplicar o volume de pesquisas desenvolvidas pela universidades brasileiras. Acreditanto nesse potencial, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) está discutindo a possibilidade de ampliar as parcerias com a iniciativa privada, através de uma atuação mais intensa e direcionada da universidade.
O professor Décio Krause, da pró-reitoria de Pesquisa da UFPR, disse que a busca de recursos e parcerias junto às empresas precisa ser promovida diretamente pela instituição. Ele explica que hoje as iniciativas nesse sentido são feitas isoladamente, por um professor ou algum grupo de determinado segmento da universidade. Na avaliação do professor, quando a instituição realmente assumir esse papel, buscando novas alternativas junto ao setor produtivo, o número de pesquisas pode crescer até três vezes em apenas um ano.
Em um encontro realizado ontem, com a presença de empresários e pesquisadores das universidades mais conceituadas do País, as UFPR colheu experiências e trocou informações para investir em um projeto concreto de parcerias entre a instituição e o setor produtivo. De acordo com o professor, a UFPR tem potencial para atuar nesse sentido, faltando apenas a iniciativa, que começa a ganhar força a partir deste encontro.
Quando o professor fala que existe potencial, ele lembra que a universidade possui mecanismos lentos, que precisam de mais agilidade. Ao buscar uma parceria mais intensa com o setor produtivo, estaremos corrigindo um erro histórico, voltando-se para a comunidade de maneira mais eficiente, disse Décio Krause.
O professor fez questão de deixar claro que a universidade não irá preocupar-se somente em atender as necessidades do mercado. Segundo o professor, apesar de estar buscando novos parceiros, a universidade não deve esquecer-se de suas função enquanto instituição de natureza pública e gratuita. O que deve ocorrer são ações conjuntas, com a produção de benefícios para os dois lados, acrescenta.
A participação mais ativa do setor privado não deve resolver os problemas financeiros das universidades. Porém, diz o professor, é uma maneira de incentivar a pesquisa, com a proposta de promover o desenvolvimento tecnológico de vários segmentos produtivos do Brasil.
Levando em consideração que muitas indústrias precisam de pesquisa, mas não possuem estrutura e nem recursos para desenvolvê-las, uma parceria com a universidade seria providencial. Dentro dessa perspectiva, avalia o professor, a universidade precisa induzir pesquisas, motivada pela demanda de mercado.





