A greve dos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ontem completou três meses, parece estar longe de ter um fim. Diante do impasse nas negociações entre o Ministério da Educação e o comando nacional de greve, a maioria dos docentes votou pela continuidade do movimento, na assembléia realizada ontem. Com isso, a realização do concurso vestibular agendado para o período de 16 a 18 de dezembro fica cada vez mais ameaçada. O segundo semestre letivo também poderá ficar comprometido.
Professores de outras 38 universidades brasileiras também realizaram assembléias regionais ontem. No início da noite de ontem, o presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Francisco de Oliveira Marques, apostava que a maioria das instituições também votaria pela manutenção da greve.
O Sindicato Nacional dos Docentes em Universidades Federais (Andes) entrou anteontem com uma ação pedindo que o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, seja responsabilizado criminalmente por não cumprir a determinação judicial, que obrigava o governo federal a efetuar o pagamento dos professores (referente a outubro) na última segunda-feira.

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