Depois de liderar desde o início a Campanha Eleja Curitiba, o Jardim Botânico cai para o segundo lugar na preferência, superado pelo prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na última parcial da votação, divulgada pelo Banco Itaú, uma margem de 0,8% já dava uma ligeira vantagem ao edifício mais suntuoso da Praça Santos Andrade. A defesa da UFPR como símbolo da cidade foi assumida por várias pessoas, entre elas, os integrantes da Associação dos Ex-Alunos da UFPR.
Reconhecendo que já votou mais de 50 vezes no símbolo, o presidente da associação e professor titular de neurocirurgia, Affonso Antoniuk, garante que foram gastos pelo menos R$ 1 mil numa campanha, encabeçada por eles. A campanha distribuiu a mais de 12 mil adesivos, 300 camisetas e pelo menos mil cartazes, espalhados não só por todo o prédio, mas também pela cidade.
‘‘Procuramos mobilizar todo mundo’’, explica Antoniuk. ‘‘A campanha vinha sendo feita de tal modo que a universidade nem constava da eleição. Tudo começou quando fizemos um manifesto pedindo a inclusão do prédio entre os símbolos. Depois disso, só não gastamos mais do que os R$ 1 mil, porque realmente não tínhamos’’.
Segundo Antoniuk, era preciso que houvesse pelo menos um símbolo que não fosse obra do governo, e que realmente representasse a cidade de Curitiba não só para o turista, mas para os próprios curitibanos. ‘‘A Ópera de Arame, os parques são coisas voltadas apenas para o turismo e com um valor funcional até questionável. Agora, a universidade não. Ela teve e sempre terá uma validade social’’, esclarece.
Para a Associação dos Ex-Alunos, assim como estava acontecendo com a universidade antes da campanha, vários outros símbolos muito mais representativos acabaram ficando de fora. Entre eles, Antoniuk enumera pontos como o Largo da Ordem, a Catedral, o Passeio Público e a Praça Tiradentes. O que o leva acreditar que a campanha foi dirigida. ‘‘Talvez ela tenha sido lançada para perpeturar símbolos do interesse apenas de um determinado grupo’’, acusa. ‘‘Mas nós vamos continuar fazendo força para eleger a universidade. Os primeiros incentivadores da campanha garantiram que o símbolo escolhido ia ter uma apoio econômico para reformas e melhoramentos. Agora, dizem que não. Mas não acho justo que uma empresa de fora venha para cá, faça toda essa campanha usando o nome dos nossos símbolos e não dê nada em troca’’, conclui.
A campanha Eleja Curitiba termina no próximo domingo. Até agora já foram apurados mais de 700 mil votos. A meta do Banco Itaú é chegar a um milhão de cédulas preenchidas.

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