UFPR é considerada melhor do Estado
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
James Alberti 
O reitor da Universidade de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, ainda comemora o resultado do 17º ranking das melhores faculdades do Brasil feito pela revista Playboy. Lançado nesta semana, o estudo indicou oito cursos da UEL entre os melhores do País. No Paraná, a UEL ficou atrás somente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que teve nove indicações. A Universidade Estadual de Ponta Grossa teve cinco cursos indicados e a Universidade Estadual de Maringá, dois.
O reitor, que participou dos debates do XII Seminário Nacional das Universidades Brasileiras (Senubras), atribuiu o sucesso da avaliação da UEL a investimentos R$ 13,7 milhões e a melhora da qualificação dos professores. Agora, Testa espera que, com isso, os 43 mil candidatos do último vestibular aumentem para 45 mil.
Mas basta um pequena comparação com instituições de outros Estados para ver que o desempenho das universidades do Paraná não chega a ser assim tão satisfatório. Um exemplo é a Universidade Federal de Santa Catarina, que teve 24 cursos indicados entre os melhores.
Presente ao Senubras, que termina hoje, o diretor de relações institucionais e internacionais da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação e Desporto (MEC), Silvio Batusanschi, colocou sob suspeita o ranking da revista. Esse tipo de avaliação não tem o mesmo rigor, profundidade, amplitude e complexidade que uma avaliação do sistema educacional precisa, afirmou.
Batusanschi não considerou baixo o rendimento das universidades do Estado. Sem render elogios às instituições paranaenses, o diretor disse que o Paraná tem faculdades de boa qualidade.
Sem motivos para comemorar, o reitor da Universidade Tuiuti, Sydnei Lima Santos, disse que considera natural o fato de a Tuiuti não ter nenhum curso mencionado pela revista. Apesar de ser uma universidade nova, Santos afirmou que existem cursos da Tuiuti que poderiam estar na lista dos melhores.


