Curitiba - Assim como Greta Zortea, 18 anos, caloura de Engenharia Química, outros 5.203 vestibulandos comemoraram a aprovação na Universidade Federal do Paraná (UFPR) na tarde de ontem. A divulgação do resultado ocorreu no campus da universidade, onde os mais novos alunos tiveram direito a banho de lama, música e chope.
Entre os aprovados, 36% entraram pelo sistema de cotas, sendo 29% cotistas sociais e 7% raciais. A primeira colocada na classificação geral foi Bruna Halila Morrone, caloura do curso de Bacharelado em Física. A diferença da nota dela para a nota do aprovado com menor nota, do curso de Tecnologia em Aquicultura, foi de quase 700 pontos. Este foi o único curso com vagas remanescentes, agora disponíveis até 15 de fevereiro para os candidatos reprovados na segunda fase do vestibular.
Almir Antonio Lara Urbanetz foi o melhor colocado no curso de Medicina. Aprovado no primeiro vestibular que fez, o jovem de 17 dividiu seu tempo durante o ano entre a conclusão do ensino médio pela manhã e o cursinho à tarde, além das cerca de quatro horas de estudo diárias à noite.
Esse ano uma das novidades entre os aprovados é que o número de homens ultrapassou o de mulheres. Segundo a pró-reitora de graduação e ensino profissionalizante, Maria Amélia Sabbag Zeinko, os novos alunos farão parte de um processo de mobilização da comunidade universitária para discutir os cursos. O possível resultado serão mudanças na grade curricular para o próximo ano.
Entre os calouros, 40% não fizeram cursinho, 40% têm pais que não fizeram curso superior e 21% trabalham meio-período ou período integral. Quinze por cento dos inscritos têm acima de 23 anos. E o número sobe para 19% entre os aprovados.
Segundo Maria Amélia, esses dados refletem que a universidade vem cumprindo seu papel social. ''Consideramos uma vitória que extratos econômicos da sociedade, que não sonhavam em frequentar uma graduação, estejam conseguindo'', afirmou.

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