Curitiba O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) votou e aprovou ontem nova resolução que normatiza o preenchimento de vagas ociosas por alunos de outras universidades e por alunos da própria UFPR que desejam mudar de curso. A estimativa do reitor Carlos Moreira Júnior, é de que no Processo de Ocupação de Vagas Remanescentes Provar) de 2004 sejam disponibilizadas aproximadamente mil vagas. ''Todos os anos, cerca de 1,2 mil alunos deixam a universidade. Não há motivo para não preencher estas vagas ociosas'', calculou.
''A grande mudança é que, agora, o aluno transferido terá que fazer as equivalências de disciplina e o seu histórico de notas da antiga universidade será registrado. No ano passado, o aluno entrava com a nota adquirida no processo e não com as suas notas anteriores'', explicou o reitor.
Foram 18 votos a favor e apenas um voto contra a nova resolução. O Provar prevê o reaproveitamento de vagas que sobraram por alunos que abandonaram os cursos. Segundo Moreira Júnior, o processo é positivo. Em sua primeira edição, o Provar atendeu 976 acadêmicos em três fases, sendo 841 oriundos de outras instituições de ensino. ''Muitos são acadêmicos que não poderiam mais pagar seus cursos em instituições de ensino particular.''
Cerca de 20 estudantes representantes de centros acadêmicos da UFPR permaneceram durante toda a manhã em frente ao prédio da Reitoria. Eles esperavam o término da reunião para entregar ao reitor um abaixo-assinado, com cerca de cinco mil nomes, reivindicando a não realização do Provar no próximo ano, uma vez que a universidade passa por crise finaceira.
''Não somos contra a ocupação de vagas ociosas, mas agora não é um período adequado para isso, uma vez que a UFPR não tem dinheiro nem para pagar a conta de luz. Acho que a inserção de novos alunos, no momento, só viria a piorar a situação atual da universidade'', disse a estudante do 5º ano de psicologia e coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Ana Lúcia Canetti.
Para rebater os argumentos dos estudantes, o reitor disse que a maior dívida da universidade, no valor de R$ 2,4 milhões, com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), já foi paga, graças ao repasse de recursos por parte do Ministério da Educação e Cultura (MEC). ''A Federal vai passar o ano sem dívidas e, em março, já deveremos abrir concurso para contratar novos professores efetivos'', prometeu o reitor.

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