Curitiba

Arquivo FolhaPolêmicaTeresa Urban: ambientalistas afirmam que a instalação da termoelétrica no litoral colocaria em risco praticamente todos os balneários do ParanáA Copel proibiu seus funcionários de participar como palestrantes e debatedores do fórum ‘‘Matriz Eletroenergética e as Consequências da Opção Termoelétrica’’. O evento começou ontem na Universidade Federal do Paraná e discute, entre outros assuntos, a possível instalação de uma usina termoelétrica movida a carvão no Litoral paranaense.
A assessoria da Copel informou que a empresa optou por não participar do fórum porque não quer se posicionar sobre o assunto enquanto o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) não estiver concluído. O relatório deve sair no início de outubro.
No programa do fórum, já estavam previstas a participação dos funcionários da Copel Alexandre Haag Filho, Paulo Born e Frederico Rechmann Neto. Um representante da empresa chilena Chilgener (que faz parte do consórcio) também cancelou a presença no evento.
O projeto da usina está sendo desenvolvido pela Copel em parceria com os grupos privados Inepar, Chilgener e Denerge, e visa produzir energia com fins comerciais. As empresas já iniciaram os estudos de viabilidade econômica e escolheram o município de Paranaguá como a melhor opção para a instalação do empreendimento.
Ambientalistas afirmam que a instalação da termoelétrica no litoral colocaria em risco praticamente todos os balneários do Paraná, com a emissão de resíduos poluentes. ‘‘É lamentável a ausência da Copel nesse evento. A discussão sobre a termoelétrica não tem que começar com o Rima pronto e deveria envolver a comunidade desde o primeiro passo’’, observa a ambientalista Teresa Urban.
O fórum começou ontem com a palestra do ex-ministro Ciência e Tecnologia José Goldemberg, que veio falar sobre ‘‘Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento’’. Hoje, uma mesa redonda vai discutir o tema ‘‘Matriz Energética’’.
Para o professor Sinildo Hermes Neidert, do Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFPR, que participa do debate, a termoelétrica deveria ser construída na região sudeste do País. ‘‘O Paraná já é superavitário em energia elétrica e teria que importar o combustível (carvão) para a usina. Além disso, o maior centro de consumo de energia está em São Paulo e Rio de Janeiro, onde o empreendimento deveria estar preferencialmente localizado’’, explica ele.
O evento acontece até o próximo dia 26, sempre às 19 horas, no Auditório do Edifício da Administração Central (1º andar), no Centro Politécnico.

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