UFPR avalia aterro em Rolândia
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quarta-feira, 12 de setembro de 2001
Chiara Papali<BR>De Londrina 
Professores do departamento de geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciaram, nesta semana, em Rolândia, pesquisa sobre a qualidade do solo no local onde vai funcionar o aterro sanitário da cidade. O objetivo é traçar um padrão das condições normais do subsolo e da água, através de suas características elétricas, para depois de iniciado o funcionamento do aterro, fazer medições periódicas e detectar possíveis contaminações ou vazamento de chorume. Com o solo úmido, as caraterísticas elétricas mudam, e a eletricidade é conduzida com mais facilidade.
Para fazer o levantamento geofísico de eletro-resistividade em duas dimensões, ou a ''perfilagem elétrica bidimensional'', os técnicos estão medindo o potencial elétrico em vários pontos do terreno depois de induzir através de um aparelho uma corrente contínua de alta voltagem. De acordo com o diretor do setor de Ciências da Terra da UFPR, André Virmond Lima Bittencourt, o espaçamento entre os pontos varia de 10 a 50 metros. Quanto mais próximo o ponto, é medido o potencial elétrico da camada mais superficial, e quanto mais espaçado o ponto, é determinado o potencial em camadas mais profundas. Os pontos poderão ser localizados posteriormente através do sistema GPS (localização via satélite).
O trabalho, segundo Bittencourt, é uma alternativa para o monitoramento do aterro, mas não dispensa a utilização de poços para a análise do lençol freático, já que o aterro está localizado entre duas microbacias. Dois poços já foram construídos no aterro, mas um deles, com 30 metros de profundidade, não atingiu o lençol freático, e o outro poço está sendo usado para abastecimento.
De acordo com a secretária do Meio Ambiente e Turismo de Rolândia, Vera Lúcia Crespim, não serão construídos novos poços ''porque não há verba''. O aterro foi construído, segundo a secretária com verba de R$ 385 mil e para entrar em operação são necessários mais R$ 200 mil. Ela informou ainda que o aterro sanitário não tem data prevista para iniciar os trabalhos, já que os equipamentos, esteiras, balanças e prensas, entre outros, ainda estão em fase de licitação.
Para o monitoramento através das características elétricas do solo, a secretária estuda uma parceria com a UFPR através de recursos do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Bittencourt, o custo deve variar de R$ 8 a R$ 10 mil, e o monitoramento deve ser feito de seis em seis meses ou mais. A pesquisa inicial não teve custo para a prefeitura e está sendo feita a convite da ONG Movimento Nossa Terra.


