Dimitri do Valle
De Curitiba
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) aderiu oficialmente ontem à campanha mundial pela Paz no ano 2000. O reitor Carlos Roberto Antunes dos Santos disse que a intenção é colher cerca de 1 milhão de assinaturas no Estado. A lista será enviada para a Organização das Nações Unidas (ONU) que apresentará em sua assembléia geral de julho do ano que vem cerca de 100 milhões de assinaturas contra a violência no planeta, que comemora hoje o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O Conselho dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) discutiu ontem o lançamento de oito cadernos que vão abordar temas como direitos humanos e cidadania. Eles devem começar a sair a partir de fevereiro próximo, segundo o presidente do conselho, Wagner Rocha D’Angelis. O conselho pedirá apoio do empresariado local para ajudar na confecção de 1500 exemplares. Eles servirão de suporte pedagógico para professores, sindicatos, associações de moradores e organizações não governamentais.
Para D’Angelis, a década de 90 ‘‘foi rica em discursos e propostas sobre os direitos humanos, mas ao mesmo tempo viu aumentar a desigualdade social no País’’. Representantes da entidade Pantheon das Tradições Religiosas Antigas da Humanidade, de Curitiba, também vão abordar o debate sobre a Paz no mundo. Eles preparam para amanhã o Encontro Inter-Religioso e de Tradições Espirituais. O tema do seminário será a discussão sobre o papel das religiões no mundo pós moderno. O evento de amanhã será realizado no Campus Universitário Bezerra de Menezes das Faculdades Integradas Espírita, na rua Tobias de Macedo Júnior, 333, no bairro Santo Inácio.
Haverá ainda o lançamento da pedra fundamental do Projeto Pantheon, um espaço arquitetônico que abrigará em Curitiba todas as tradições culturais, espirituais, correntes filosóficas e religiosas. A Paz também foi tema na tarde de ontem da festa de encerramento do ano letivo no Colégio Marista Santa Maria. Estudantes realizaram uma encenação com o título ‘‘Vida é um Show’’. Segundo a direção do colégio, a apresentação foi ensaiada durante todo ano. Ela teve a finalidade de criar nas crianças uma conscientização de que a violência não leva a lugar nenhum e que é preciso buscar uma convivência harmoniosa e pacífica entre as pessoas.

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