Curitiba A Universidade Federal do Paraná (UFPR) está com um furo de caixa de mais de R$ 4,2 milhões. Dos R$ 20 milhões previstos no orçamento de 2003, a instituição recebeu apenas R$ 500 mil. A verba que chegou do Ministério da Educação e Cultura (MEC) aos cofres da universidade R$ 1,5 milhão são do duodécimo de dezembro do ano passado. As parcelas de janeiro e fevereiro deste ano, que somam em torno de R$ 3,3 milhões não foram repassadas. Para não fechar as portas, a UFPR está negociando dívidas com fornecedores e cortando despesas.
O pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, afirma que no ano passado a universidade pagou cerca de R$ 500 mil em multas e juros por atrasos no pagamento de contas de luz, água e de contratos de limpeza e vigilância. ''A situação é bem séria. Recebemos a conta-gotas apenas R$ 2 milhões'', relatou.
De 2002 para 2003, o orçamento da UFPR teve aumento de 14%. Para Akel Sobrinho, o incremento deveria ser de pelo menos 20%. Ele está pleiteando junto ao secretário de Ensino Superior e ex-reitor da UFPR Carlos Antunes do Nascimento uma suplementação orçamentária. Os R$ 1,660 milhão que a universidade deve receber mensalmente não são suficientes para cobrir despesas, quem dirá fazer novos investimentos.
Através de emendas parlamentares, a UFPR havia conseguido uma suplementação de R$ 7,7 milhões, que foi suspensa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''A esperança é que a situação se reverta ao longo do ano e que o governo honre a promessa de priorizar as universidades públicas'', disse.
Além de negociar prazos com fornecedores, Akel Sobrinho conta que a UFPR está perfurando poços no Centro Politécnico e no Jardim Botânico para reduzir as despesas com água. Também está colocando senhas nos telefones para restringir o uso.

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