Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O técnico em telecomunicações Ladislau Lysik quer criar em Foz do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná, uma nova atração turística: a réplica de um disco voador e um complexo para fazer contato e receber extraterrestres na cidade.
O projeto, cujo esboço já foi desenhado por um arquiteto, foi entregue esta semana à prefeitura. O prefeito Harry Daijó (PPB) ainda não se pronunciou sobre o assunto (leia texto nesta página).
Para concretizar sua idéia, Lysik pediu à prefeitura uma área de 20 mil metros quadrados, na região central da cidade. Além da réplica de um disco voador, seriam construídos no local um discoporto (para o pouso de naves vindas de outros planetas), uma grande pirâmide e duas ‘‘casas de ETs’’, para abrigar os eventuais visitantes transportados pelas naves. Uma das casas - no formato de cúpula - hospedaria extraterrestres adultos. Na outra - um chalé - ficariam as crianças.
‘‘Assim os ETs, que possivelmente já estão entre nós, só esperando ordens para descer, poderão ser atraídos a Foz’’, prevê Lysik, de 65 anos, que se tornou estudioso da ufologia. Segundo ele, o complexo seria o primeiro no mundo com essas características e poderia ser explorado turisticamente pela prefeitura.
A inspiração para a construção da réplica veio dos cerca de 20 contatos que Lysik afirma já ter tido com discos voadores. Seu projeto reproduz as formas da nave à qual ele teria chegado mais perto, a 20 metros de distância. Esse contato teria ocorrido em uma terça-feira de fevereiro de 1965, quando o técnico em telecomunicações morava em Maringá, no Noroeste do Estado.
Dez naves, com formatos e tamanhos variados, teriam se aproximado da casa de Lysik, ao anoitecer. De acordo com o relato, uma delas parou um metro acima do telhado de uma casa vizinha e permaneceu ali por cinco minutos. No interior da nave havia duas mulheres, com cerca de 1,5 metro de altura, e um homem, com mais de dois metros. As mulheres vestiam roupas coladas ao corpo. O homem, terno.
‘‘Eles tinham fisionomia humana, mas o rosto era um pouco mais comprido. Uma das mulheres se debruçou na janela da nave e ficou me olhando por uns 30 segundos. Aí o homem pôs a mão sobre seu ombro e a puxou para dentro’’, conta. Não houve qualquer comunicação com os tripulantes da suposta nave.
De acordo com o projeto, a réplica terá 16 metros de diâmetro e 5 metros de altura. Ficará a três metros do solo, sustentada por quatro pilares. Os materias usados na construção serão ferro e concreto. Dividida em dois pavimentos, a nave abrigará uma biblioteca de ufologia no primeiro e, no segundo, um observatório espacial, com telescópios e lunetas.
Lysik quer que o complexo sedie também encontros nacionais e internacionais de ufologia e a futura Associação dos Ufologistas de Foz do Iguaçu que, segundo ele, deverá ter, no mínimo, 200 filiados. Ele aceita sugestões para enriquecer o projeto e até anuncia o endereço para envio de cartas: Rua Florianópolis, 67, Vila C, CEP: 85856-020, Foz do Iguaçu-Pr.

PERFIL
Nome: Ladislau Lysik
Idade: 65 anos
Profissão: técnico em
telecomunicações
Atividade: ufologista
Estado civil: desquitado
Filhos: 7Ladislau Lysik quer área para construir um ‘discoporto’ e casas para abrigar passageiros de objetos voadores não identificados
Fotos Christian RizziALÉM DA IMAGINAÇÃOLadislau Lysik aponta para o céu quando explica como teria visto um disco voador na época em que morava em Maringá. Ele quer construir uma réplica do objeto não identificado. Abaixo, projeto do complexo para extraterrestres, com discoporto, disco voador, pirâmide e casas para hospedar ETs

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