UEPG tem problemas no corte de salários
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Denise Angelo<br> De Ponta Grossa 
A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Aduepg) está questionando a reitoria da UEPG sobre os critérios utilizados para cortar salários de professores e funcionários em função da adesão ao movimento grevista. Isso porque, vários professores que aderiram declaradamente à greve receberam seus salários integralmente, enquanto outros tiveram 14 dias de trabalho descontados.
O próprio vice-presidente do sindicato da categoria, professor José Carlos Borsato, recebeu seu salário integral, enquanto os servidores, principalmente os que têm salários menores como os motoristas e pessoal de limpeza tiveram descontos. As chefias de departamento foram pressionadas a entregar listas com o nome dos professores que estavam parados. Porém, como nem todos os chefes de departamento entregaram as listas, a suspeita é de que os cortes aconteceram de forma indiscriminada.
A UEPG recebeu 98% do total do seu repasse mensal. Conforme informações da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), quem decidiu quais os servidores que teriam cortes foi a própria reitoria.
A vice-reitoria da UEPG, Leide Mara Schimidt, no entanto, disse ontem que não tinha nada a declarar sobre o assunto. ''Que greve, não teve greve aqui. Duzentos e setenta pessoas numa assembléia não significa uma greve'', disse. Bastante nervosa e irritada, ela chegou a dizer que negaria qualquer declaração dela que fosse publicada, embora tenha declarado isso perante seis jornalistas e quatro professores.
A vice-reitora também se negou a prestar informações sobre a porcentagem de recursos que a instituição tinha recebido este mês do governo estadual. O reitor Roberto Frederico Merhy foi procurado pela reportagem durante toda a tarde, mas retornou os telefonemas. Às 17h30, sua assessoria de imprensa informou que ele concederia uma entrevista coletiva às 19 horas.


