A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) parece que encontrou a fórmula para diminuir o índice de abstenção em seus vestibulares. Com a aplicação das provas no período da tarde e a realização dos testes em sete cidades diferentes, a Comissão Central de Vestibulares (CCV) acredita que pode reduzir em até 100% o número de desistentes.
No Vestibular de Inverno, realizado em julho, mais de mil candidatos desistiram do concurso, representando um índice de abstenção de aproximadamente 12%. No concurso de verão, que teve início na terça-feira, os candidatos que não compareceram no primeiro dia de provas somam 3,94%. Dos 7.423 inscritos, 289 não participaram da primeira etapa do concurso. A expectativa da CCV, segundo o professor Flavio José Chibinski, é de que a abstenção neste vestibular seja uma das menores da história da UEPG.
Apesar de muitos candidatos reclamarem do horário de realização das provas - 15 horas - por causa do calor, a CCV entende que assim é mais difícil o vestibulando chegar atrasado e perder um dia de prova. Por outro lado, com a aplicação dos testes em outras cidades, como em Curitiba, por exemplo, a UEPG acaba facilitando a vida de milhares de candidatos, que evitam ter que viajar todo dia para participar do concurso.
De acordo com a CCV, a distribuição dos candidatos por sete cidades diferentes, ao invés de dar mais trabalho aos organizadores, acabou facilitando a fiscalização do concurso. Em Ponta Grossa, por exemplo, estão realizando provas apenas 4 mil candidatos, dos 7.423 inscritos.
Hoje é o último dia do Vestibular de Verão da UEPG. As provas que encerram o concurso são as de Física, Biologia e Geografia. Ontem os vestibulandos enfrentam as questões de Matemática, Química e História.

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