UENP desenvolverá atlas regional de vulnerabilidade socioambiental
Projeto de professores de Geografia de Cornélio Procópio contemplará os 18 municípios da região
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de agosto de 2024
Projeto de professores de Geografia de Cornélio Procópio contemplará os 18 municípios da região
Reportagem local 

Professores do curso de Geografia da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), Campus Cornélio Procópio, realizaram um trabalho de campo em 18 municípios da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes para subsidiar a construção de um atlas regional de vulnerabilidade socioambiental. Participam do projeto os professores Paulo Henrique Marques de Castro, Vanessa Maria Ludka e Pedro Henrique Carnevalli Fernandes.
O atlas será resultado da interligação de três projetos coordenados pelos professores: “Potencialidades de Fotografias Aéreas nas Avaliações de Riscos e Vulnerabilidades Socioambientais”, “Espacialização Geográfica da Fome e da Pobreza da Região Geográfica Imediata Cornélio Procópio-Bandeirantes por meio do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único” e “Violência nas pequenas cidades da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes, Norte do Paraná”.
Com mais de cinquenta mapas, indicadores, dados e análises, imagens aéreas e imagens de solo, entre outras informações, a obra contemplará os 18 municípios da região, atingindo quase 175 mil moradores. O registro de imagens aéreas foi viabilizado por meio de um Drone DJI Mavic 3, equipamento adquirido com recursos da Unidade Gestora do Fundo Paraná.
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CRIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Para o professor Paulo Castro, a vulnerabilidade socioambiental pode ser compreendida como uma categoria que pode expressar os fenômenos acumulados de interação entre condições de risco, degradação ambiental e condições de pobreza e privação social. “As imagens aéreas e a publicação do atlas como um todo podem configurar uma importante ferramenta, seja na coleta de dados ou no monitoramento e análise temporal da paisagem da região”, frisa.
A professora Vanessa Ludka explica que a compreensão do conceito de vulnerabilidade social é amplo e envolve diversos cenários e contextos, mas pode ser resumido como a condição de exclusão ou de fragilidade imposta a grupos, ou indivíduos por meio de fatores socioeconômicos, ambientais, entre outros.
“Os estudos da vulnerabilidade social pelo viés geográfico revelam como o espaço, o território e as interações entre o ambiente físico e as dinâmicas sociais podem influenciar e impactar a vida das pessoas. O atlas será uma importante ferramenta geográfica que mapeará as desigualdades sociais e ambientais e servirá de um importante instrumento para a criação de políticas públicas que minimizarão tais fragilidades”, completou a docente.
De acordo com Castro, o olhar para o espaço geográfico a partir da interconexão dos aspectos ambientais e sociais permite uma visão completa da vulnerabilidade socioambiental, inclusive, compreendendo-a em uma escala regional. “O material também servirá para professores e alunos usarem nos diferentes níveis de educação e, ao mesmo tempo, para uma melhor tomada de decisão dos gestores municipais acerca do planejamento”, partilhou.
A ideia inicial, segundo os professores, é publicar o atlas virtualmente. No entanto, os docentes esperam conseguir, nos próximos meses, apoio financeiro de instituições parceiras e/ou órgãos de fomento do Estado para a impressão dos atlas e distribuição gratuita nas escolas e bibliotecas das cidades da região.
(Com informações da UENP)


