UEM vai implantar cotas sociais
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Giancarlo Franquini<br>Especial para a FOLHA 
Maringá - A Universidade Estadual de Maringá (UEM) deverá reservar 30% das vagas de todos seus cursos para alunos que tenham feito o ensino médio em escolas públicas e que sejam de famílias carentes. A proposta das cotas sociais está sendo analisada pela instituição e até o fim deste mês deverá ser aprovada, como revela o reitor Décio Sperandio. O sistema só entrará em vigor no próximo vestibular de inverno, em 2008.
A implantação de um sistema de cotas dentro da UEM vem sendo debatida desde 2005, mas só em maio deste ano foi definida a política que seria adotada. Uma comissão da universidade definiu que as cotas sociais seriam a melhor opção, para promover uma maior inclusão da comunidade carente ao ensino superior.
De acordo com o reitor, a proposta precisa ser aprovada pelos conselhos da UEM, mas não deverá sofrer muitas mudanças. Basicamente, vai privilegiar os estudantes que cursaram todo ensino médio em escolas públicas e são de famílias carentes.
Dos 30% de vagas destinadas para as cotas, 5% serão reservadas para pessoas com alguma deficiência física. Sperandio explica que para se enquadrar nesses 5%, os candidatos terão de atender as exigências de uma lei federal. A instituição oferece cerca de 1,5 mil vagas.
''No momento da inscrição do vestibular, o aluno vai preencher um questionário para analisarmos se realmente ele se enquadra no sistema de cotas. Essas informações serão conferidas para que não ocorram fraudes.''
Como as inscrições para o vestibular deste ano já estão abertas, o sistema fica valendo para o próximo ano. No entanto, a UEM já vai disponibilizar para o vestibular de verão mais de 500 inscrições gratuitas, que serão oferecidas para os melhores alunos do 3º ano do ensino médio de mais de 250 escolas públicas da região.


