Marcos NegriniPressãoEstudantes
do curso
de engenharia
civil da
UEM ao
lado de
professores;
no fundo,
o prédio
semiprontoO governador Jaime Lerner (PFL) vai receber amanhã, em Maringá, documento assinado por professores e alunos do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM) exigindo a liberação de R$ 398 mil previstos há dois anos no orçamento do Estado. A verba, destinada à construção do prédio do departamento, foi aprovada pela Assembléia Legislativa em 1996 e incluída no orçamento de 97. Mas como não foi liberada, voltou a ser incluída no orçamento deste ano.
O prédio começou a ser construído há oito anos. Até o mês passado, quando as obras foram paralisadas por falta de verba, metade da obra estava concluída. Em maio do ano passado, durante visita à UEM, Lerner prometeu que os recursos seriam liberados com a maior urgência possível.
O projeto original do prédio que vai abrigar o DEC e o Centro de Tecnologia da UEM tem oito anos. Ele prevê 10 salas de aulas, auditório com 150 lugares e sala VIP para 60 pessoas, em três pavimentos com área total de 3 mil metros quadrados. Em 1990, com R$ 400 mil de recursos próprios, a UEM iniciou a construção das fundações do prédio.
Vagarosamente, como explicou o diretor do Centro de Tecnologia, professor Mauro Ravagnani, o prédio foi ganhando estrutura de concreto armado e paredes de alvenaria. Há um mês, sem verbas, a UEM paralisou a obra. Ontem, os alunos do 4º ano de engenharia civil foram ver de perto o que o professor Carvalho denominou de ‘‘um possível futuro elefante-branco, que vai disputar espaço com os outros elefantes-brancos da cidade, como o aeroporto, o Novo Centro e o viaduto da Avenida Guaipó’’.
Enquanto aguardava o término da obra, a parte administrativa do curso de engenharia continuou funcionando no bloco 12 do câmpus de Maringá, um prédio pré-moldado, com telhas remendadas e salas pequenas, construído em 1974 e com durabilidade prevista de 10 anos. Quarenta micros doados em 97 pelo governo do Estado ficaram uma semana no corredor do bloco 12 à espera de lugar para serem guardados.
Além dos R$ 398 mil, há também mais R$ 315 mil previstos no orçamento deste ano para a compra de mobiliário e equipamentos para o prédio do DEC, que também não foram liberados. O professor Carvalho lembra que esta verba deveria ter sido liberada em junho do ano passado, conforme promessa feita a ele pelo secretário da Ciência e Tecnologia, Luiz Beltrão. ‘‘Mesmo com as verbas sendo liberadas, ainda nos faltaria dinheiro para construir as vias de acesso e o estacionamento’’, informou Ravagnani.

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