O primeiro dia do vestibular de inverno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi considerado ‘‘normal’’ pela organização do concurso. ‘‘Tivemos 18 locais de provas espalhados por toda cidade e sem problemas’’, disse à Folha o professor João Cesar Guirado, presidente da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU). Até o final da tarde, ele ainda não tinha fechado o total de faltosos, mas acredita que fique dentro da média de 3,5% a 4%. ‘‘No ano passado conseguimos uma média de 3,6%, considerada bem baixa’’, disse Guirado.
No total são 15.406 candidatos que disputam 1.356 vagas em 37 cursos de graduação. Para Guirado, a prorrogação do prazo de inscrição permitiu um número recorde de candidatos. ‘‘Mesmo com um número bem acima do esperado não tivemos problemas’’, comemora. Os dois temas da redação, o ‘‘consumismo infantil’’ e ‘‘a bajulação’’, foram considerados fáceis por professores e candidatos. ‘‘Os temas foram simples, sem complicações’’, disse a professora de redação Elery Lelis Dias, do Curso Nobel.
Ela acha que os dois temas ‘‘saíram do comum’’, o que facilitou para os candidatos preparados. ‘‘A UEM não seguiu a linha esperada, fugindo dos temas casuísticos e privilegiando os universais’’, disse. Os candidatos ouvidos pela Folha disseram que o tema sobre o consumismo infaltil foi o mais fácil. ‘‘Acho que deu para explorar melhor a questão do consumo das crianças’’, disse a candidata Beliza Feitosa Padivan, de Bataguaçu (MS), que tenta uma vaga em arquitetura.
O estudante Luiz Alberto Polo, de São Paulo, que tenta educação física, também optou pelo primeiro tema. ‘‘Mais fácil porque permite uma exploração maior que a questão sobre bajulação’’, acredita. Ele reclamou das provas de geografia e história, que ‘‘fugiram’’ das questões colocadas pelos professores de cursos pré-vestibular. Hoje serão aplicadas as provas de biologia e matemática.

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