Os calouros que estão ingressando na Universidade Estadual de Maringá (UEM) vão marcar a mudança da relação entre a instituição e a comunidade. A iniciativa é do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que pretende aproveitar a maior politização dos alunos que vêm do ensino médio para melhorar a relação com as cidades da região. ‘‘Hoje a população paga o estudo dos universitários e o retorno se resume a alguns poucos serviços na área de saúde’’, diz o coordenador geral do DCE, Norton de Moraes. A intenção é levar os alunos da UEM para as ruas.
A proposta do DCE é aproveitar o momento em que a universidade está na mídia, com o retorno das aulas, para atrair a comunidade. ‘‘Queremos que o dono do barzinho da vila procure estudantes de administração em busca de iniciativas que melhorem seus negócios’’, explica Moraes. Para isso, o primeiro passo será de mudar a mentalidade dos veteranos e mostrar as propostas aos calouros. ‘‘Agora temos que levar o projeto para as ruas e habituar a comunidade a buscar ajuda na instituição’’, disse.
Junto com os debates em torno de privatização das universidades e a autonomia universitária, será analisada a extensão dos trabalhos realizados em todos os cursos. ‘‘A UEM é a maior empresa da região, onde são desenvolvidas tecnologias que poderiam estar beneficiando a economia. Vamos abrir a universidade e o primeiro passo vai ser de retirar a cerca em torno do câmpus’’.

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