UEM poderá controlar farmácias de manipulação
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Nove farmácias que trabalham com a manipulação de plantas querem formalizar um convênio com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) para fazer o controle de qualidade dos medicamentos fitoterápicos. A proposta é que os departamentos de Farmácia e Farmacologia e o de Análises Clínicas façam exames de amostras de acordo com a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que entra em vigor em fevereiro de 2001.
O valor total do convênio deve ficar entre R$ 31 mil e R$ 35 mil. A princípio, está definida uma cota de 24 análises por farmácia no prazo de um ano. Com os recursos obtidos através do convênio, o Departamento de Farmácia vai poder ampliar a área física do Laboratório de Produção de Fitoterápicos. Para o professor Luis Carlos Marques, especialista na área, os laboratórios e farmácias estão dando a volta por cima. Ele lembrou que boa parte da produção de fitoterápicos foi reprovada em pesquisa realizada por estudantes da UEM.
Amostras recolhidas no mercado apontaram que 65% dos fitoterápicos disponíveis no mercado não apresentavam o princípio ativo da planta anunciada. A pesquisa foi concluída há pouco mais de um ano e, segundo Marques, tinha justamente o objetivo de alertar as empresas e autoridades sobre os medicamentos fitoterápicos sem efeito. O fato destes mesmos donos de farmácias estarem em busca de um convênio, que vai garantir a qualidade dos produtos, é mostra de maturidade do setor, ressalta.


