UEM já está dentro do cronograma
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entrou ontem no calendário normal, depois de uma semana trabalhando em período integral. O prédio onde funciona a CVU ficou fechado por 10 dias pelo comando de greve da instituição e só foi reaberto na quinta-feira da semana passada. Agora estamos dentro do cronograma, como estava previsto, comemorava ontem o professor João Cesar Guirado, presidente do CVU. O vestibular da UEM começa neste domingo pela manhã e vai até quarta-feira.
A única alteração foi a transferência da data de divulgação do resultado, que passou do dia 3 para o dia 10 de agosto. Mudamos a data mais por uma questão de segurança, já que os professores que corrigem as redações são da rede estadual e estão sobrecarregados na reposição de aulas, explica Guirado. Outra novidade para este ano é a inclusão do Colégio Platão como local de provas. Além do Platão, os candidatos farão vestibular no câmpus da UEM, no Instituto de Educação e nos colégios Regina Mundi, Marista, Gastão Vidigal, Basílio Itiberê, Gerardo Braga e Rodrigues Alves. Os candidatos dos cursos oferecidos nas extensões fazem as provas em Cianorte e Goioerê.
Nos três últimos dias mais de 900 fiscais passaram pelo treinamento e o índice de desistência do pessoal de apoio ficou dentro do normal. Guirado disse não temer a ausência de candidatos, motivados pela greve da instituição. Muitos candidatos ligaram ou vieram pessoalmente conferir a realização das provas e em momento algum cogitamos em transferir ou suspender o vestibular, lembra. Ele aconselha ainda os vestibulandos a não se preocuparem com a greve e a luta da instituição, mantendo o pique para os exames.
Os candidatos concordam que o momento é de preparação final, mas garantem que a greve preocupou e chegou a atrapalhar os estudos. A greve abalou, principalmente porque me sinto bem mais preparado agora, disse Juliano da Silva Busseli, 17 anos, que tenta pela terceira vez uma vaga de Odontologia na UEM. As estudantes Luciane Aparecida Figueiredo, 17, e Aline Cardoso Machado, 18, também ficaram com receio do vestibular ser transferido. Luciane vai fazer Pedagogia na UEM e Aline Medicina em Maringá e Londrina. Nós estudamos o conteúdo desde o início do ano e uma mudança agora prejudicaria todos, disse Aline.


