UEM inicia teste com picolé de melaço
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Nestes quase 500 anos desde a sua introdução no Brasil, a cana-de-açúcar foi ganhando ao longo do tempo cada vez mais utilidades. E está prestes à incorporar mais uma. Uma equipe de pesquisadores do curso de Tecnologia de Alimentos do campus de Umuarama da Universidade Estadual de Maringá (UEM) criou uma fórmula de sorvete que leva o melaço em sua composição básica.
Um dos professores envolvidos na pesquisa, Eliezer Ávila Gandra, explica que a idéia foi tentar dar novos usos ao subproduto da cana, dada a sua abundância no noroeste paranaense. Como a região também é conhecida pelas altas temperaturas, o resultado não poderia ser outro senão introduzir o melaço na fabricação de picolés.
Os estudos foram iniciados em dezembro e os pesquisadores desenvolveram o picolé nos sabores melaço, limão, abacaxi e baunilha. ''Ele tem um sabor um pouco mais adocicado e é mais macio do que o picolé tradicional. A formulação básica lembra o gosto de cana, mas não há interferência no sabor da fruta'', aponta o pesquisador.
Gandra destaca que uma das vantagens do sorvete feito com melaço é que, além de ser mais nutritivo e energético que o tradicional, ele também pode ser enriquecido com vitaminas, como a C por exemplo. Por isso, os pesquisadores já discutem a possibilidade de em breve começar a distribuir o picolé como sobremesa entre alunos das escolas públicas do município para enriquecer a merenda escolar.
O primeiro teste público do novo sorvete será feito durante o 7º Show Tecnológico Arenito Caiuá, que acontece na área anexa ao campus da UEM e do Colégio Agrícola de Umuarama, hoje e amanhã. A degustação tem o objetivo de avaliar a aceitação de mercado. O professor informa que na ocasião também serão apresentados os custos de produção e o preço que o picolé poderá ser repassado ao consumidor. ''A idéia é que o custo seja menor do que o do picolé tradicional'', adianta.
Além de Gandra integram o grupo de pesquisa os professores Osvaldo Joaquim Santos e Ana Clara Klug Tavares e mais 10 alunos do segundo e terceiro ano do curso de Tecnologia de Alimentos do campus da UEM em Umuarama.


