Marcos Zanatta
De Maringá
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) está preparando cinco coordenadores e 50 alfabetizadores em parceria com o Incra e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os educadores vão trabalhar nos assentamentos e acampamentos em Cruzeiro do Sul (64 km ao norte de Maringá). A região tem pelo menos cinco áreas e mais de 500 famílias sem terra acampadas. O trabalho é desenvolvido através do Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera) e envolve outras sete universidades.
O projeto de formação dos educadores de campo engloba nove etapas, que vão das aulas teóricas a visitas aos assentamentos. Os professores tentam passar aos alfabetizadores as formas mais acessíveis de ensino, sempre levando em conta as condições dos alunos e a estrutura disponível no acampamento. ‘‘Nas aulas de ciências o conteúdo é explorado a partir do meio ambiente, que é um elemento presente na vida dos estudantes dos assentamentos’’, diz a professora Maria Cecílio, coordenadora interina do projeto. -
Outro destaque do trabalho desenvolvido pelos alfabetizadores é a possibilidade de explorar o meio em que vivem os sem-terra. A equipe da UEM passa para os alfabetizadores dados importantes sobre alimentação alternativa e plantas medicinais. ‘‘Queremos eles aprendendo dentro da realidade em que vivem’’, ressalta Maria. Os 50 educadores que se formarão em junho terão o papel de multiplicadores dos conhecimentos adquiridos junto a vários departamentos da universidade.

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