UEM faz passeata hoje contra arrocho nas verbas
Cerca de duas mil pessoas, segundo previsão dos organizadores, deverão participar hoje de passeata pelas principais avenidas de Maringá em protesto pelos cortes de verbas das universidades estaduais. A concentração dos alunos, funcionários e professores está marcada para as 8h30, no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Os manifestantes devem paralisar o tráfego na Avenida Colombo, a mais movimentada da cidade, enquanto exibem faixas e cartazes contra as medidas do governo do Estado que, segundo eles, poderão destruir tudo o que foi construído pela comunidade acadêmica nos últimos 30 anos. A passeata deve terminar na Praça Raposo Tavares, no Centro.
A passeata foi decidida em assembléia de alunos, professores e funcionários realizada na semana passada e dela deverão participar também os estudantes secundaristas da cidade.
A convocação para a manifestação foi feita através de documento assinado por professores e chefes de sete departamentos do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UEM. Diz o documento que os decretos 4959 e 4960, assinados pelo governador Jaime Lerner, se constituem nos primeiros ataques ao ensino público e gratuito e transformam as universidades em meros departamentos do governo estadual.
Os decretos - continua o documento - atingem nossa autonomia acadêmica, administrativa e financeira e a curto prazo pretendem levar a UEM ao ensino pago e à quebra de nossa excelência em pesquisa, ensino e extensão.
Em reunião realizada na semana passada na UEM, a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) decidiu pedir uma audiência ao governador para protestar contra a criação do Conselho de Reestruturação de Ajuste Fiscal do Estado (Crafe).
O presidente da Apiesp, Jackson Testa, reitor da Universidade Estadual de Londrina, disse que este conselho engessa e complica a situação das universidades, principalmente dos cursos novos, além de ameaçar com cortes de pessoal e investimentos. Reconhecemos que a crise financeira é grave e que o governo precisa tomar medidas duras. Mas entendemos que as universidades devem ser ouvidas sobre questões que ameaçam sua capacidade de gerenciamento. E nada melhor que a própria comunidade universitária para saber o que deve ser feito e onde pode ser economizado.





