A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Bionatus Laboratório Botânica, de São José do Rio Preto (SP), firmaram termo de cooperação técnico-científico para pesquisa de medicamentos fitoterápicos. O termo de cooperação é o primeiro passo para a assinatura de um convênio entre a universidade e o laboratório, que deverá acontecer em janeiro de 1999. Através da parceria, a universidade vai desenvolver pesquisas na área de aprimoramento dos medicamentos fitoterápicos.
O primeiro medicamento que deverá ser pesquisado pela UEM é o Propovic Plus - spray bucal, indicado para controle de inflamação de amígdalas feito à base de mel, própolis e plantas medicinais. O convênio, de acordo com o professor do departamento de Farmácia da UEM, Luiz Carlos Marques, trará resultados positivos tanto para a universidade quanto para o laboratório.
‘‘Em tempos de crise nas instituições de ensino superior, o convênio vai permitir que a comunidade acadêmica desenvolva pesquisas e produza publicações com informações que interessam aos estudantes, professores e profissionais da área. Já para o laboratório, segundo ele, o convênio também será interessante.
Conforme Marques, ao enviar os produtos para pesquisa de aperfeiçoamento, o laboratório estará cumprindo a portaria de 1995 do Ministério da Saúde, que exige que este tipo de procedimento seja realizado até o ano de 2005.
Outro objetivo da parceria é impedir a pirataria internacinal e apropriação de patentes. Segundo Marques, a falta de pesquisa de plantas medicinais no Brasil facilita a pirataria e permite que cientistas de outros países desenvolvam pesquisas das plantas brasileiras.
Ele cita como exemplo o ginseng brasileiro, cujo processamento laboratorial está patenteado por empresas japonesas. ‘‘Nós nem dominamos os estudos sobre a planta e os estrangeiros já estão patenteando produtos derivados dela’’, diz. A popular espinheira-santa e a camu-camu, planta que produz mais vitamina C do que a acerola, também estão sendo patenteadas por empresas estrangeiras.
Para o vice-reitor da UEM, José de Jesus Previdelli, a parceria com a Bionatus é de extrema importância para a universidade porque significará a não interrupção de pesquisas. Já para o farmacêutico responsável do Bionatus, Alfeno Lima Dutra, a parceria vai proteger as plantas medicinais brasileiras do assédio internacional e baratear os custos aos consumidores nacionais.Marcos NegriniAdequaçãoUm dos medicamentos que serão pesquisados pela UEM, visando dar ao produto melhor concentração e eficiênciaLucinéia Parra

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