O Departamento de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Corpo de Bombeiros promoveram ontem simulação de acidente radioativo em frente ao prédio da Biblioteca Central do câmpus universitário. A simulação constou de ‘incêndio’ em laboratório que analisava produtos químicos como iodo 131 e o posterior salvamento das vítimas do acidente.
O professor de física e coordenador da simulação Nílson Lopes explicou que o objetivo da demonstração foi o de conscientizar a sociedade de que os bombeiros estão preparados para combater este tipo de acidente. ‘‘Eles agora têm uma planta de todos os laboratórios onde podem ocorrer esse tipo de acidente, com o estoque mensal dos elementos radioativos com que esses laboratórios trabalham’’, disse Lopes.
Segundo o professor, até hoje não tivemos conhecimento de acidentes radioativos com laboratórios no Paraná. Na região, apenas quatro laboratórios trabalham com elementos radioativos. Os bombeiros tiveram oito minutos para apagar o fogo e fazer o socorro adequado à vítima. ‘‘É o tempo limite para que nenhum deles se contamine’’, explicou.
Às 14 horas foi ateado fogo a um latão com óleo diesel. Dois minutos depois, uma ambulância e um carro auto-bomba-tanque (ABT) do Corpo de Bombeiros, com capacidade de 4 mil litros de água, após percorrer a distância de um quilômetro que separa a UEM do quartel central, chegaram ao local do incêndio. Em um minuto o fogo estava apagado.
Com roupas de proteção especiais, médicos, enfermeiras e soldados deram início ao socorro da única vítima. Antes da simulação, o professor Lopes jogou 0,3 mililitros de iodo 131 por cima da roupa especial usada pelo suposto funcionário do laboratório, que na verdade era um manequim. Os socorristas cortaram a roupa do manequim com tesoura para que ela saísse de modo mais fácil. Depois, deram banho de soro fisiológico no corpo do manequim, que numa maca foi colocado na ambulância. Toda a operação durou sete minutos.
As roupas usadas pelo manequim foram jogadas em latões de plástico especiais. Logo depois de jogar o iodo no manequim, um dos alunos da física mediu a taxa do elemento químico despejado sobre o suposto funcionário do laboratório. O detector Geiger-Muller mediu 150 mci (MiliCurrie). Após o banho de soro fisiológico, a taxa de radiação caiu para zero. A simulação foi assistida por cerca de 200 alunos, funcionários e professores da UEM.

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