Curitiba - Representantes da UEM estiveram na Assembléia Legislativa, ontem, para conversar com o maior número possível de deputados estaduais, solicitando a não aprovação do projeto de autonomia universitária apresentado pelo governo estadual. Ao mesmo tempo, apresentaram uma proposta alternativa de autonomia, feita pela própria comunidade universitária.
‘‘Queremos mostrar o quanto este projeto é prejudicial. Ao invés de dar autonomia, ele não prevê a auto-gerência financeira das universidades, e ainda abre brechas para lotear, vender e terceirizar as instituições’’, disse Sonia Aparecida Lopes Benites, membro do Conselho Universitário da UEM. Essa possibilidade, segundo ela, está implícita no artigo 12º do projeto, que fala sobre ‘‘autonomia patrimonial’’.
Outra crítica refere-se ao artigo 7º, que diz respeito a ‘‘busca de fontes alternativas de financiamento’’. Para os representantes do Conselho Universitário, de Ensino e Pesquisa, Administração, reitora e chefes de departamentos que participaram das visitas na Assembléia, esta redação possibilita a cobrança de serviços e até mesmo de mensalidades pela universidade. ‘‘Eles têm que entender que a função da universidade não é atender o mercado mas sim buscar a boa formação de recursos humanos’’, disse Sonia.

mockup