Maringá A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai manter o vestibular com os 20 novos cursos criados pela instituição a partir de 1999. A informação é do reitor Gilberto Pavanelli que esteve reunido com o secretário do Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, anteontem, em Curitiba. Na reunião, o reitor e os diretores dos centros acadêmicos apresentaram dossiês comprovando a legalidade na criação dos novos cursos. Rizzi solicitou um novo estudo para que haja redução de custos na implantação e manutenção. Ele adiantou que o governo não tem condições de repassar, nesse momento, os R$ 6 milhões anuais previstos na criação dos cursos. Na semana passada, o governador Roberto Requião (PMDB) criticou durante a criação dos cursos.
''O secretário entendeu, diante dos documentos que levamos a ele, que os novos cursos são legais de acordo com a legislação da época, já que havia dotação orçamentária subsequente específica para os novos cursos'', afirmou o reitor. Ele disse também que o secretário descartou a possibilidade de cancelamento dos cursos. ''Isso seria um caos não só para a universidade mas para o governo e nem a instituição como o governo querem enfrentar este tipo de situação'', disse.
Segundo ele, a UEM vai fazer os novos estudos para tentar enxugar possíveis gorduras na instalação dos laboratórios e demais custos de implantação dos cursos. A nova proposta será apresentada ao secretário na próxima semana.
Segundo ele, a universidade está disposta a negociar os valores uma vez que o Estado colocou a dificuldade de caixa nesta época do ano em função do pagamento do 13º dos servidores. O repasse de recursos do governo do Estado para os 20 novos cursos está previsto até 2005 e para alguns cursos até 2006. A verba é usada para a contratação de docentes, instalação de laboratórios e salas de aulas.

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