UEM aumenta vagas e terá novos cursos

Marcos Negrini
O reitor Luiz Antonio de Souza: ‘‘A UEM estimula a vinda de novos investimentos para a cidade’’A criação de dois centros universitários privados em Maringá - Cesumar e Cespar - não assusta o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Luiz Antonio de Souza. ‘‘Há espaço para todos. Hoje a UEM não consegue atender a demanda de 13 mil inscritos a cada vestibular que realiza’’, explica o reitor. Apesar das dificuldades financeiras, Souza anuncia que em 99 a UEM vai criar novos cursos e aumentar o número de vagas. Por ano, a universidade coloca uma média de 500 profissionais no mercado de trabalho, a maioria para atuar em Maringá.
A UEM oferece 120 vagas por ano em 26 cursos de graduação. O número de aprovados é seis vezes e meia inferior ao de candidatos inscritos. Em janeiro deste ano, 13.126 candidatos se inscreveram para o vestibular: 87,3% moram no Paraná, 55,6% são mulheres e 51,6% fizeram o segundo grau em escolas públicas.
A comunidade universitária da UEM tem hoje 15 mil pessoas: 1.400 alunos de pós-graduação, 8.500 de graduação, 1.700 de cursos livres e 3.400 servidores. A UEM tem características regionais, abrange 109 municípios do Noroeste do Estado e mantém atividades de ensino, pesquisa e extensão em Loanda, Cruzeiro do Oeste, Guaíra, Porto Rico, Cianorte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Diamante do Norte e Iguatemi.
Marcos Negrini
Wilson Mattos, do Cesumar, quer formar pensadores que tenham excelente desempenho prático
Entre seus professores efetivos, 18 são pós-doutores, 220 são doutores, 502 são mestres e 508 são especialistas ou graduados. Anualmente, a UEM desenvolve 300 projetos de pesquisa básica, aplicada ou tecnológica, além de fabricar remédios, inclusive homeopáticos, para o Governo do Estado.
Com base nesses dados, o reitor Souza afirma que, do ponto de vista econômico, a UEM tem importância fundamental para Maringá, pois coloca todos os meses na cidade R$ 6 milhões em salários de servidores. Esse dinheiro movimenta todo o comércio.
Fora isso, mais dinheiro entra na cidade com as compras que a UEM faz para manter suas atividades administrativas, como limpeza, manutenção do ensino, projetos de pesquisa e outros equipamentos.
‘‘A UEM estimula a atração de novos investimentos na cidade e a vinda de novas famílias para Maringá. Não é qualquer universidade que tem cursos de inglês, italiano, alemão, francês e japonês da melhor qualidade para todas as idades. É comum ver nossos alunos medindo pressão arterial e fazendo exames de vista em praça pública, se apresentando e ganhando prêmios no exterior, como o grupo de danças Fogança’’, destaca o reitor.
Além do Hemocentro, que faz a coleta de sangue, a UEM mantém o Hospital Universitário, o único hospital público de Maringá, uma clínica e um pronto-socorro odontológicos para famílias carentes. ‘‘Tudo isso gratuitamente’’, ressalta Souza. O reitor diz que acredita em Maringá e garante que a UEM é e será uma das responsáveis pelo desenvolvimento e crescimento econômico, social e cultural do Noroeste.

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