O Conselho de Administração (CAD) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovou ontem a contratação de até 101 servidores para a UTI do Hospital Universitário (HU). São 83 funcionários para a UTI e outros 18 de apoio. A vice-reitora, Neusa Altoé, disse ontem que ainda não tem como avaliar o tempo necessário para a ativação dos leitos de UTI. Ele explicou que a UEM tem que respeitar os prazos legais de contratação.
O superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio, acredita que a liberação de recursos pelo Estado e a aprovação do CAD representam um grande avanço. ‘‘Vamos trabalhar agora para colocar as UTIs em funcionamento no menor espaço de tempo possível’’, afirma. Ele explicou que serão verificadas as áreas onde já existem aprovados em concurso, para a chamada imediata.
Suplementação A Assembléia Legislativa vota até a próxima semana, em regime de urgência, a suplementação de verba orçamentária para as secretarias de Saúde e da Ciência e Tecnologia, que será repassada para a UEM contratar o pessoal. Os R$ 350 mil serão repassados até dezembro próximo, garantindo o funcionamento dos 10 leitos de UTI do HU (seis de pediatria e quatro para adultos). Para o próximo ano, o governo do Estado vai destinar verbas específicas, dentro do Orçamento, para o HU.
O prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), disse ontem que a vantagem da suplementação orçamentária é a agilidade para a ativação da UTI. Ele explica que, através dos meios normais, seriam necessários pelo menos 60 dias para a divulgação do concurso e seleção do pessoal. Segundo Gianoto, os 10 leitos de UTI do HU devem funcionar ainda este mês.
Ele acredita ainda que os 10 leitos não resolvem o problema de saúde de Maringá. ‘‘Como cidade-pólo, acabamos atraindo um número elevado de pacientes, sem estrutura para atender adequadamente a demanda’’, explica Gianoto. A saída, segundo ele, seria a ativação do Consórcio Intermunicipal de Saúde, que já está em projeto prevendo a inclusão de oito cidades. ‘‘Falta colocar o projeto em prática e fecharmos um acordo com o Estado para o consórcio alcançar os 29 municípios da região’’, afirma.
Gianoto disse ontem que o problema da saúde pública de Maringá é estrutural. ‘‘Hoje os pacientes da rede pública dependem da iniciativa privada, que faz uma seleção de atendimento dentro dos interesses financeiros’’, disse. O prefeito disse que, até o final do ano, pretende melhorar os Pronto-atendimentos, através de convênios com o Ministério da Saúde.

mockup