Maringá O Procon e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), iniciam hoje uma pesquisa nas farmácias da cidade para verificar o preço dos medicamentos genéricos. Através da parceria, alunos do curso de Farmácia da UEM e técnicos do órgão de defesa do consumidor irão fiscalizar 60 farmácias, o que corresponde a 30% dos estabelecimentos do setor instalados na cidade.
De acordo com o chefe do Procon, Adilson Reina Coutinho, o objetivo, a princípio, é verificar se os medicamentos genéricos estão mais caros que os similares e os de referência. Segundo ele, o Procon já recebeu denúncia de que os medicamentos genéricos estão mais caros. ``Mas pode ser um caso isolado, por isso estamos fazendo uma pesquisa onde serão levantados os preços de mais de 300 medicamentos``, explicou. Para comparar os preços, os estudantes da UEM e técnicos do Procon vão levantar os preços dos três grupos de medicamentos: genéricos, similares e de referência.
A expectativa é de que a pesquisa em campo dure 15 dias, mas o resultado final só deverá ser divulgado em 30 dias. Conforme Coutinho, caso seja identificado o aumento do preço dos medicamentos genéricos, o Procon de Maringá poderá pedir uma investigação da Agência de Vigilância Sanitária. ``Se for constatado uma diferença significativa de preços iniciaremos uma outra etapa da pesquisa que visa identificar porque os preços são mais elevados e quais os prejuízos aos consumidores``.
A professora do departamento de Farmácia da UEM, Dirce Hubines, apóia a pesquisa e diz que além dos preços, a universidade está interessada em identificar as marcas dos medicamentos comercializados nas farmácias. ``Para nós também é interessante saber quais os laboratórios estão produzindo os medicamentos genéricos, similares e de referência``, acrescentou.

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