Até o final da semana, o Laboratório de Medicamentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que está parado há três meses, deve voltar à produzir. O espaço sofreu readequações que consumiram cerca de R$ 60 mil, que incluem pintura especial de paredes e do chão, reforma da estufa de secagem, mudanças no setor de exaustão e a inauguração de uma nova subestação de energia, que fornecerá ao laboratório energia de média tensão. O dinheiro utilizado na reforma, cerca de R$ 40 mil, foi obtido junto ao Ministério da Saúde.
O diretor em exercício do Laboratório, Diógenes Balbino Lima, explicou que a produção foi interrompida devido à necessidade de readequações no serviço que obedecessem à resolução 134 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Amanhã, os técnicos da Vigilância visitam novamente o local para checar se as desconformidades foram sanadas. ``Além disso, um contrato de serviço terceirizado que prestávamos se encerrou mais ou menos nessa época. Além das adequações, outro objetivo que tínhamos era atender a uma licitação``, explica o diretor. Segundo ele, com essa licitação, o contrato foi assinado, e prevê a fabricação, em um ano, de 17,5 milhões de comprimidos de hidroclorotiazida diurético para tratamento de hipertensão , a serem entregues em quatro vezes. A primeira entrega acontece já em novembro. Os processos de mistura, granulação e compressão dos ingredientes serão iniciados ainda esta semana.
O laboratório já tem outros contratos em mente: negociações com a Prefeitura de Londrina estão bem avançadas, para o fornecimento de AS Infantil 100 mg e propranolol 40 mg, com previsão de primeira entrega para fevereiro. ``Para maio de 2003, planejamos fechar contrato para o fornecimento de outras três linhas de medicamentos na ordem de 30 milhões de comprimidos``, afirma Balbino.
Além disso, o Laboratório planeja obter o certificado de Boas Práticas de Fabricação do Ministério da Saúde, que também vai oferecer R$ 1,6 milhões para a aquisição de equipamentos. A idéia da diretoria é gerar condições para que o espaço seja capaz de produzir 200 milhões de comprimidos anualmente a partir de 2004.

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