O Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) da Universidade Estadual de Londrina está trabalhando na formulação de um bioinseticida sólido para combater o mosquito da dengue. O trabalho está sendo desenvolvido através de um convênio firmado entre a Fauel/LPM e a Paraná Tecnologia, que entra com recursos para a pesquisa.
Segundo o diretor do LPM, Francisco Eugênio Alves de Souza, o produto deve ficar pronto até o final do ano. ‘‘O bioinseticida é semelhante ao importado de Cuba recentemente, com a diferença básica de que é sólido, podendo ser produzido também em fórmula líquida. Caso aprovado, a comercialização deve acontecer já em 2003, dada à urgência no combate à dengue no País.’’ O produto deve ficar mais barato que o similar cubano.
O trabalho técnico é coordenado pela professora Olívia Nagy Arantes, do Departamento de Biologia Geral, e parte da experiência já existente de bioinsticida à base de Bacilus thuriengis desenvolvida desde 1994 pelos professores Olívia Arantes e José Lopes (Biologia Animal e Vegetal). ‘‘O trabalho é ousado e a diferença é que o produto já existente era eficiente contra pernilongos, mas não tinha formulação ideal contra o Aedes aegypti. Agora, o laboratório abraçou a idéia e vai produzir o bioinseticida em formulação apropriada contra a dengue’’, explica Olívia.
Bacilus thuriengis é inimigo natural do Aedes aegypti. Para o desenvolvimento do produto, uma área especial do LPM foi reservada. Em janeiro, foi contratada uma pesquisadora bolsista, com doutorado do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), de São Paulo.
De acordo com o diretor do LPM, a Paraná Tecnologia deve investir também na industrialização do produto.

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