UEL vai microfilmar arquivo da Folha
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de abril de 1999
Benê Bianchi 
A história de Londrina e do Paraná será preservada por centenas de ano. A certeza de que os registros sobre os acontecimentos da vida política, econômica, cultural, social e o cotidiano dos moradores do Paraná serão resguardados por um longo período veio ontem com a assinatura de um protocolo que garante a microfilmagem de cerca de 4 mil notícias publicadas pela Folha de Londrina/Folha do Paraná, entre o início da década de 70 até 1995.
O projeto, denominado Organização, microfilmagem e disponibilização para a comunidade de um acervo de recortes da Folha de Londrina/Londrina, será desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com apoio da Folha e patrocínio da empresa de transportes coletivos Francovig, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O protocolo foi assinado pelo reitor da UEL, Jackson Proença Testa, pelo diretor-administrativo da Francovig, Francisco Henrique Francovig, e pelo diretor-superintendente da Folha, João Vieira.
A proposta partiu do professor e coordenador do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH) da UEL, Jairo Queiroz Pacheco, que desenvolveu o projeto e o apresentou à Secretaria da Cultura. Aprovado, ele viabilizou as parcerias para concretizá-lo. Nós já conhecíamos o arquivo do jornal e tínhamos a noção de sua importância. O trabalho de microfilmagem será facilitado porque o acervo já é tematizado por assuntos e pessoas, comentou Pacheco.
A principal vantagem da microfilmagem é a durabilidade do material. Pacheco informa que a estimativa é de que o acervo, armazenado em local adequado, possa durar até 500 anos. Além disso, há a economia de espaço. Os cerca de 4 mil recortes estão, hoje, armazenados em 200 gavetas de arquivo. Todo esse material poderá ser guardado num espaço equivalente ao de apenas uma gaveta de arquivo.
A proposta da microfilmagem foi recebida com entusiasmo pela direção da Folha. Ela veio viabilizar um antigo anseio do nosso jornal e irá evitar acidentes já ocorridos no passado, quando um incêndio destruiu parte de nosso acervo, lembrou o diretor-superintendente João Vieira. Ele ressalta que, a partir da conclusão deste trabalho, toda a comunidade terá acesso a documentos que retratam a história de Londrina, a colonização do Norte e o desenvolvimento do Estado. Vieira também salientou que esta deve ser a primeira de muitas outras parcerias que o jornal pretende realizar com a UEL.
O reitor Jackson Proença Testa destacou que o acervo microfilmado facilitará as pesquisas e estudos acadêmicos. Com certeza, a UEL fica um pouco mais rica dispondo dessas informações. Também presente à cerimônia de assinatura do protocolo, a secretária da Cultura, Ângela Marçal, enalteceu a iniciativa do projeto e a adesão da empresa de Transportes.
A Prefeitura, ao modificar a Lei de Incentivo à Cultura, criou uma renúncia fiscal para injetar recursos no setor. Foi uma maneira de convidarmos a cidade a participar da produção cultural e a aprovação deste projeto não foi difícil, pois a Folha registra, em suas páginas, todas as artes, comenta a secretária. Francisco Henrique Francovig salienta que o projeto dará condições à comunidade de ter acesso a documentos importantes como os registros do jornal.
Os trabalhos, que serão realizados com a ajuda de 10 alunas/estagiárias da UEL, serão concluídos em dezembro. Uma cópia do material ficará no CDPH, outra na Biblioteca Pública e uma terceira, na Folha.


