A Universidade Estadual de Londrina e o Governo do Estado vão firmar convênio no valor de R$ 700 mil para repasse de cerca de 30 milhões de comprimidos feitos pelo Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) da UEL.
A informação foi passada ontem pelo reitor Jackson Proença Testa. Na próxima visita do governador Jaime Lerner a Londrina será inaugurada oficialmente a obra de readequação do LPM, concluída em maio.
O diretor-administrativo do laboratório, Jadir de Paiva Guimarães, diz que os medicamentos produzidos pela UEL vão fazer parte do programa Mais Saúde, do Governo do Estado, que fornece as cestas básicas de medicamentos para os postos de saúde dos municípios.
Ele explica que o LPM já fornecia alguns itens para a Central de Medicamentos (Ceme) do Ministério da Saúde - desativada pelo Governo Federal no ano passado. Depois da reforma, o produção do laboratório pode ser incrementada, conta Jadir Guimarães.
O convênio, que será assinado em breve (ainda não foi definida a data), prevê o repasse de seis itens: AAS, Aminofilina, Diazepan (10 e 5 mg), Dipirona, Metaclopramida e Metronidazol. Até o final do ano serão entregues à Secretaria Estadual de Saúde 63.200 caixas com 500 comprimidos cada, totalizando 30,6 milhões de comprimidos.
Jadir Guimarães avisa que, desde que haja investimentos financeiros, o LPM tem capacidade de suprir toda a demanda da Secretaria de Saúde do Paraná em comprimidos, medicamentos líquidos orais e cápsulas.
Para isso seria necessário investimento de R$ 1,6 milhão para compra de equipamentos e mais a contratação de cerca de 60 funcionários.
Após essas melhorias, o laboratório da UEL teria capacidade para produzir, anualmente, 31 milhões de comprimidos revestidos, 8 milhões de cápsulas e 3,6 milhões de frascos de medicamentos líquidos orais.
Segundo Jadir Guimarães, se o Estado comprasse todo esse medicamento do setor privado iria gastar cerca de R$ 23,5 milhões. Mas se adquirisse diretamente do LPM, o custo seria de R$ 4,2 milhões. ‘‘Para um investimento de pouco mais de R$ 1 milhão seriam economizados R$ 19 milhões.’’
(Adriana De Cunto)

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