UEL vai fazer diagnóstico do atual lixão de Rolândia
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terça-feira, 15 de agosto de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
O Departamento de Construção Civil do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve firmar nos próximos dias um convênio com a Prefeitura de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) para elaborar o diagnóstico da área do atual lixão da cidade, localizado à margem do Contorno Norte.
Uma equipe técnica coordenada pelo professor Fernando Fernandes, do curso de engenharia civil, vai estudar qual a extensão do impacto ambiental provocado pelo funcionamento do depósito de lixo, que está instalado há cinco décadas na área. Com o crescimento do perímetro urbano, a queima de resíduos, as nuvens de inseto e o mau cheiro do lixão passaram a provocar desconforto aos moradores de bairros vizinhos, que fazem constantes reclamações à prefeitura.
O projeto prevê a perfuração de poços para a inspeção do lençol freático, a coleta de amostras do solo para verificar uma possível contaminação e a análise da água dos mananciais próximos.
Em três meses, o diagnóstico deve estar pronto e servirá como diretriz para que a gestão municipal seguinte recupere a área. A partir deste estudo saberemos o que fazer com os resíduos que ficarão na área depois que o aterro sanitário entrar em operação, diz o secretário municipal de Meio Ambiente, Claudinei Barão.
Problemas com os poços de monitoramento estão atrasando as obras do aterro sanitário (construído à margem da PR-170, há 10 quilômetros do centro da cidade). Segundo Barão, 95% das obras estão prontas, mas a inauguração depende da perfuração de um poço que atinja o lençol freático. Nas primeiras tentativas, poços de 30 metros não atingiram a água. Estamos aguardando uma orientação da Suderhsa (órgão estadual responsável pelo projeto do aterro) para solucionar o problema, explica Barão. De acordo com uma exigência do Ministério Público, o lixão deve estar desativado até 29 de outubro, sob risco da prefeitura pagar multa diária por delito ambiental.
Em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), a prefeitura deve colocar em operação as valas do aterro na próxima semana. Já estão prontos o reservatório de decantação do chorume, as canaletas de escoamento das águas pluviais e a vala principal. Faltam ainda a conclusão da cobertura da vala para o lixo hospitalar (que por enquanto está sendo depositado em uma vala provisória) e o sistema de escoamento do chorume. Segundo Nelson Tramontina, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, o lixo continua sendo depositado na área do aterro mas não está mais exposto (é coberto diariamente com terra). Nos próximos dois meses, o próprio secretário vai ministrar palestras em escolas para conscientizar a população sobre a importância da separação do lixo.


