UEL usa reportagem da Folha em vestibular
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
No dia 17 de setembro, a Folha publicou reportagem sobre o uso do Sudoku, um jogo de lógica, como forma de estimular o raciocínio dos alunos dentro das salas de aula. Quem leu e resolveu conhecer este tipo de desafio, que é febre no Japão, aumentou as chances de se sair bem na primeira fase do vestibular 2007 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizada no último domingo. A questão número 51 da prova de Matemática não só trazia um quadro para ser preenchido de acordo com a lógica do jogo - e assim se chegar à resposta correta - como citava trecho da reportagem.
O uso de conteúdo da Folha de Londrina em uma questão do vestibular da UEL é novidade, já que só nos últimos anos a prova passou a ser preparada por uma equipe local de profissionais. O parágrafo citado na prova é o que explica a forma de resolver o enigma do Sudoku, onde é preciso completar com algarismos de 1 a 9 uma tabela dividida em nove regiões, os grids. A regra básica é não repetir os números nas filas e nas colunas de cada uma dessas regiões.
Segundo a diretora pedagógica da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da universidade, Marília Faria de Miranda, a publicação foi utilizada porque a filosofia da instituição é a de valorizar as empresas locais, entre elas os veículos de comunicação da cidade. ''Trata-se de um jornal muito respeitado, encontrado em várias regiões do País. O conteúdo da reportagem é relevante para o conteúdo trabalhado em Matemática, à medida em que o jogo estimula e desenvolve a velocidade da raciocínio, e a idéia de selecionar a reportagem foi muito bem-vinda'', observou.
A diretora da Cops explica que a elaboração e organização das questões das provas do vestibular envolve vários professores (a maioria da própria UEL) especializados, que fazem vários estudos preparatórios antes de apresentarem as questões. Depois de apresentadas à Cops, as questões são submetidas a um grupo de profissionais chamados de estruturadores, que analisam toda prova, no conjunto e separadamente, questão por questão. ''Até chegar à mão do candidato, portanto, as questões passam por várias fases de elaboração e muitas vezes chegam a ser remodeladas. É um trabalho complexo, que envolve um grupo de pessoas altamente capacitadas'', detalha Marília.
Ela ressalta que o conteúdo da Folha de Londrina é muito valorizado também nas aulas de graduação, pós-graduação e mestrado. ''Na área de educação, onde posso falar por experiência própria, usamos muito o jornal como fonte de pesquisa. Citamos com frequência as reportagens para os alunos e os estimulamos a ler e até a publicar artigos, o que é muito importante para um pesquisador'', argumenta a diretora.
O professor de Matemática do ensino médio do Colégio Universitário, Sidney José de Almeida, disse ter achado muito interessante a iniciativa da UEL. ''Sempre foi comum a utilização de publicações de fora, quando se poderia usar um jornal local.'' Para Almeida, o uso do conteúdo da Folha para embasar uma das questões do vestibular é um sinal de que ''a reportagem repercutiu de forma positiva''.


