UEL testa armadilha contra dengue
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terça-feira, 06 de maio de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está testando uma armadilha que sequestra os ovos do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus (transmissores da dengue e febre amarela) dentro do campus. Nos últimos 45 dias, o biólogo, entomólogo e professor José Lopes mais dois estagiários espalharam 115 ovitrampas numa determinada área e coletaram 23.194 ovos de ambas espécies do Aedes (diferenciadas somente após o quarto estágio larval ou fase adulta). Numa única palheta eles encontraram 1,3 mil ovos.
A ovitrampa é um sinalizador que indica o nível de infestação do mosquito no local. Torna-se eficiente porque reúne as condições necessárias à postura dos ovos: água parada, odor atraente para fêmeas grávidas, pouca luminosidade e superfície rugosa da palheta. Isso, porém, não impede que o Aedes aegypti desove em recipientes com água suja, em pontos altos (preferência é 50 centímetros acima do chão), área externa (desenvolvimento tranquilo e seguro em locais abrigados) e movimentada. A única desvantagem da armadilha é que, caso seja esquecida, se transformará num criadouro particular do Aedes aegypti. Por isso, a coleta dos ovos precisa ser feita a cada sete dias, no máximo.
Para Lopes, ela é um método de controle complementar àqueles utilizados no Brasil (erradicação mecânica dos criadouros e uso de inseticidas químicos). ''Devido à complexidade estratégica de sobrevivência empregada pelo mosquito, temos certeza que os seres humanos nunca se livrarão dele. A solução é manter essa população em níveis baixos que não ofereçam risco a nossa saúde. Para isso, é necessária a união de métodos químicos, mecânicos e educacionais'', sugeriu.
Serviço - O professor dispõe-se a orientar grupos interessados a criar, distribuir e analisar os resultados das ovitrampas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (43) 3371-4666.


