Credenciada pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) passa a oferecer mais quatro cursos de mestrado à comunidade, dois acadêmicos e dois profissionais. Divulgados oficialmente na manhã de ontem, durante reunião entre o reitor Wilmar Marçal e diretores de centros e coordenadores de programas, os novos cursos ofertados são: Comunicação Visual, Ciências da Computação, Gestão da Informações e Gestão de Serviços de Saúde.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós Graduação da UEL, Alamir Aquino Corrêa, o início das aulas dos novos cursos dependerá dos departamentos envolvidos que devem, a partir de agora, providenciar as inscrições e teste seletivo dos alunos. A grande novidade, bastante comentada na reunião, foi sobre os cursos profissionais. Segundo ele, o mestrado profissional é uma ''boa opção'' para aqueles que não desejam, necessariamente, seguir a carreira acadêmica. ''O mestrado profissional é voltado para quem deseja especializar-se para atuar no mercado de trabalho e não no meio acadêmico. Os cursos serão de até três anos cada. No Paraná, apenas a Universidade Federal do Paraná, a PUC e a UEL oferecem essa opção'', disse.
Ainda de acordo com Corrêa, no Brasil existem ao todo, 2,3 mil cursos de mestrado; destes, 10% são profissionais. O objetivo do órgão é que pelo menos 25% sejam da modalidade, que existe desde 1995.
O reitor da UEL salientou que desde 2003 a administração tem buscado conquistar o mestrado profissional, principalmente, segundo ele, pela demanda da sociedade. ''A idéia é que o aluno não tenha que pagar. Vamos buscar parcerias com instituições e empresas que tenham interesse em investir na capacitação de seus funcionários para que elas subsidiem esses alunos. Essa modalidade servirá para que o funcionário faça sua dissertação voltada ao ambiente de trabalho e possa contribuir com suas atividades realizadas'', disse.
Com os novos cursos, a UEL passa a contar com 31 mestrados e 10 doutorados, superando o número de programas de pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que até então era a instituição pública estadual que detinha maior quantidade de programas.

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